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Redação A Tribuna

Candidatos a prefeito vão enfrentar o desemprego

| 07/02/2020, 07:50 07:50 h | Atualizado em 07/02/2020, 07:55

São 12 milhões de desempregados no País. Um problemão que bate na porta dos governantes, mas essas batidas são sentidas mais severamente por várias famílias brasileiras, afligindo diferentes classes sociais.

Frente a essa realidade, estamos caminhando a passos largos para mais um pleito municipal e o desemprego será um importante tema de debate para os pré-candidatos a gestores.

Não adianta os futuros pretendentes a prefeitos jogarem para a “conta” do Estado ou da União a criação de novas frentes de trabalho, afinal, as prefeituras também possuem seus quinhões de responsabilidade.

Uma vez que, ao contrário do que muitos pensam, a política de renda e emprego é da alçada dos municípios, devendo ela ser praticada em comum com a União e estados.

A Constituição Federal apresenta o combate às causas de pobreza e fatores de marginalização (Art.23, X), por isso é imprescindível que haja política pública municipal que proporcione soluções para o desemprego.

Certamente, os números relacionados à população ativa e sem trabalho são os mais preocupantes, principalmente se refletirmos que, na segunda quinzena de janeiro deste ano, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou uma pesquisa desanimadora, afirmando que a taxa de desemprego no País irá permanecer alta nos próximos cinco anos.

Aí, diante desse dado, se acharmos normal especialistas e executivos públicos não pensarem em projetos para pelo menos minimizar essa situação, então, “tá tudo errado... Pare o mundo que eu quero descer!”

Quando falamos do Espírito Santo, os números são conjuntamente cruéis. Por aqui, amargamos uma taxa de desemprego de 10,6%, ou seja, aproximadamente 230 mil pessoas encontram-se sem trabalho e, ainda, temos os desalentos, que são aqueles que perderam a esperança de ir em busca de oportunidades profissionais, esses são 35 mil. Essas informações do IBGE foram publicadas no fim do ano passado.

Após essa contextualização e retornando ao fato de que este ano teremos as eleições municipais, podemos citar ação interessante praticada nos Estados Unidos.

Lá, existem prefeituras que fazem uma verdadeira ponte entre a vaga de emprego e o cidadão desempregado. Cidades como Glendale (Califórnia), Seattle (Washington) e Dallas (Texas) possuem “canais” de emprego em seus próprios sites, não somente para imigrantes ou jovens à procura do primeiro emprego, mas para a população em geral.

Esses lugares possuem um setor nas prefeituras que cuidam desse segmento, já que a ideia é ampla: captar vagas, criar parcerias, fazer pré-seleção, etc.

Desse modo, hoje, um pré-candidato a prefeito precisa ter um “olhar de perto”, aproximar-se ao máximo dos anseios dos cidadãos.

Temas como saúde, educação, meio ambiente, saneamento básico são pautas em qualquer campanha municipal, porém, a criação de emprego é a “bola da vez”, pois já é um “calcanhar de Aquiles” das gestões atuais.

Aliás, abordar o assunto desemprego não é fácil, em razão de ser um revés que transcende ao econômico, trazendo consequências para muitos setores.

Giselle Barbosa é Jornalista, especialista em Marketing Político.
 

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