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Redação A Tribuna

As empresas e o desafio de criar transformação no mundo

| 14/06/2022, 10:46 10:46 h | Atualizado em 14/06/2022, 10:46

Hoje em dia, e de forma cada vez mais marcante, as pessoas não compram apenas produtos e serviços. Elas compram valores. É por isso que, na hora de escolher o que consumir, preferem aquelas empresas que, além de oferecerem qualidade, fazem diferença no mundo, por meio da postura sustentável que adotam interna e externamente.

Empresas humanizadas, que se relacionam bem com seus colaboradores, conquistam, mais do que clientes fiéis, verdadeiros apoiadores. 

Nesse cenário, ganham cada vez mais importância iniciativas que promovam o bem-estar nas relações organizacionais, fazendo das empresas a extensão de um ambiente familiar gerador de qualidade de vida e sanidade emocional para o colaborador. 

Nas empresas que não têm a humanização entre seus pilares, a jornada da maternidade/paternidade, por exemplo, é marcada pelo medo, pela ansiedade, pelo estresse e pela insegurança profissional, o que propicia o desenvolvimento de transtornos emocionais, reflete na saúde física e resulta na queda do desempenho e até em afastamentos. 

Em contrapartida, nas corporações que entendem a importância de se fazer presente de forma positiva na jornada dos colaboradores, o período desafiador da gestação/adoção se torna mais leve, uma vez que a empresa se posiciona como parceira, destacando para o funcionário que vivencia com ele os momentos marcantes da jornada. 

É possível listar uma série de vantagens para as corporações que investem em um programa de bem-estar emocional. Entre elas, estão a promoção de um ambiente de trabalho acolhedor, a redução do número de afastamentos por causa de transtornos mentais, o aumento da produtividade gerado pelos sentimentos de gratidão e reciprocidade, a retenção de talentos e a diminuição de custos com demissões e contratações. 

Os resultados são percebidos não somente nos trabalhadores envolvidos pelo programa, mas, sim, na equipe como um todo, uma vez que a promoção de valores cria em todos o “orgulho de pertencer” à empresa. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dólar gasto com o bem-estar emocional nas empresas, quatro dólares são percebidos de retorno em produtividade. A promoção de um programa de bem-estar emocional  vai muito além de um cálculo que visa apenas ao lucro. Fomenta nas empresas uma mudança de identidade que reflete diretamente na imagem das organizações e, consequentemente, na reputação delas perante seus públicos de interesse. 

E boa reputação cria, mais do que credibilidade, identificação e apoio. Ao serem vistas como empresas preocupadas com os colaboradores nas diferentes jornadas que vivem, as organizações conquistam seguidores, fãs, consumidores fiéis.

O investimento no bem-estar emocional dos colaboradores deve fazer parte de uma transformação que consolide nas empresas uma cultura de cuidado. É um conceito de responsabilidade social em que todos prosperam.

JEAN PAUL VILLACÍS é especialista em gestão de organizações.

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