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Redação A Tribuna

As empresas e a motivação para alcançar o extraordinário

| 19/07/2022, 10:27 10:27 h | Atualizado em 19/07/2022, 10:27

Ação, no dicionário, significa disposição para agir, energia, movimento. Motivação, por sua vez, é a força que motiva a ação, que direciona o comportamento.  Toda ação gera um efeito. No ambiente corporativo, esse efeito precisa ser traduzido em resultados e oportunidades. 

Os colaboradores de uma empresa são renumerados para que empreguem sua energia, suas habilidades e suas competências no trabalho. Mas, para alcançar resultados além dos ordinários, as organizações precisam usar outras formas eficientes, apesar de não tão objetivas, de motivá-los.

Como fazer, então, no dia a dia das empresas, para criar motivação? Enquanto a remuneração é algo palpável, existem meios subjetivos de engajar a equipe. Assim como um relacionamento não se sustenta apenas com soluções práticas, a relação entre empresas e funcionários também depende de estímulos emocionais para se tornar duradoura e produtiva. 

Apesar de muitos desprezarem, em ambas é preciso afeto, ingrediente fundamental para alcançar o extraordinário. Criar motivação nos colaboradores vai muito além de oferecer a eles salário e benefícios como plano de saúde, seguro de vida e tíquete-alimentação, por exemplo, que, no final, se traduzem em dinheiro. 

Por mais que as pessoas façam do trabalho um meio de realizar sonhos, uma vez que através dele conquistam o capital necessário, não é somente isso que faz com que elas se sintam confortáveis, satisfeitas, felizes, engajadas e produtivas. Se fosse assim, não haveria pedidos de demissão em empresas com ótimos salários nem casos de afastamento entre os cargos mais bem remunerados. 

É preciso fazer com que a motivação seja mais do que a realização de desejos pessoais. É preciso que ela seja emocional, por afeto à organização.

Enquanto seres humanos que são, colaboradores necessitam de olhar atento e cuidadoso por parte das empresas, que têm o desafio de enxergar cada um com a atenção que ele merece, nas diferentes fases que esteja vivendo não só como profissional, mas como indivíduo que é resultado do conjunto de experiências que vivencia. 

Usa-se muito a expressão “vestir a camisa”, para dizer que o trabalhador se importa de fato com a empresa onde trabalha. A empresa, por sua vez, precisa também vestir-se da roupa que seus funcionários estejam utilizando, seja, por exemplo, na jornada como pais e mães, no momento de dor ao perder um ente querido, no enfrentamento de um processo de divórcio. 

Todas essas experiências dos colaboradores refletem no dia a dia das empresas. Saem na frente as organizações que entendem isso e se colocam como parceiras, em vez de representarem mais um motivo de medo, ansiedade e estresse. 

É preciso estabelecer com os colaboradores um vínculo emocional, uma relação de empatia e afeto que resulte em gratidão e reciprocidade. Isso gera motivação, ou seja, o motivo que leva à ação, à experiência interna que faz o colaborador se engajar e que produz, além de resultados, realização para ambas as partes.

JEAN PAUL VILLACÍS  é especialista em gestão de organizações

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