Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

Tribuna Livre

Tribuna Livre

Colunista

Leitores do Jornal A Tribuna

As consequências do bullying

Coluna foi publicada nesta terça-feira (20)

José Luís Leal de Oliveira | 20/02/2024, 17:02 17:02 h | Atualizado em 20/02/2024, 17:02

Imagem ilustrativa da imagem As consequências do bullying
|  Foto: Canva

No último dia 15 de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que adiciona o bullying e o cyberbullying ao Código Penal brasileiro, marcando um avanço significativo na legislação voltada para a proteção de crianças e adolescentes. A nova legislação estabelece penalidades para aqueles que praticam esses atos, reconhecendo a seriedade desses comportamentos, tanto no ambiente físico quanto no virtual.

A legislação define bullying como a ação de “intimidar sistematicamente, individualmente ou em grupo, mediante violência física ou psicológica, de modo intencional e repetitivo, sem motivação evidente”. Essa definição abrange atos de intimidação, humilhação, discriminação e ações verbais, morais, sexuais, sociais, psicológicas, físicas, materiais ou virtuais. O cyberbullying, por sua vez, envolve a intimidação sistemática em ambientes digitais, como redes sociais, aplicativos e jogos online.

As consequências do bullying são profundas e abrangem diversos aspectos da vida das vítimas, principalmente na saúde mental. A violência física ou psicológica infligida pode resultar em danos emocionais duradouros, levando a problemas como ansiedade, depressão, baixa autoestima e até mesmo pensamentos suicidas. Além disso, o impacto social do bullying pode se estender para o ambiente escolar, prejudicando o desempenho acadêmico e o desenvolvimento interpessoal.

Para evitar o bullying, muitas vítimas escolhem se isolar socialmente, o que pode resultar em sentimentos de solidão, alienação e dificuldade em estabelecer conexões significativas com os outros, interferindo na capacidade das vítimas de construir relacionamentos saudáveis. A desconfiança e o medo de serem julgadas podem dificultar a abertura emocional com pessoas próximas.

Os perpetradores do bullying também são vítimas. Muitas vezes, carregam consigo problemas emocionais e psicológicos não resolvidos, sendo o ato de intimidar uma expressão de suas próprias dificuldades. Crianças e adolescentes que sofrem abusos no ambiente familiar íntimo, podem usar o bullying como válvula de escape para suas dores, e por isso espelham o comportamento dos adultos nos colegas. Quem pratica esses atos também precisa de cuidado e acompanhamento psicológico e psiquiátrico, pois suas atitudes revelam feridas que podem estar abertas.

A nova legislação não apenas reconhece a gravidade do bullying, mas também estabelece penalidades mais rígidas para os agressores, especialmente no caso do cyberbullying, que pode acarretar pena de reclusão de 2 a 4 anos, além de multa. A inclusão dessas práticas no Código Penal visa não apenas punir, mas também dissuadir potenciais agressores, proporcionando um ambiente mais seguro para crianças e adolescentes

O impacto do bullying na saúde mental é um desafio complexo que exige uma abordagem abrangente. A legislação é um passo importante na direção certa, reconhecendo a gravidade do problema e buscando proteger os jovens de danos que podem ser irreparáveis.

Ficamos felizes em tê-lo como nosso leitor! Assine para continuar aproveitando nossos conteúdos exclusivos: Assinar Já é assinante? Acesse para fazer login

SUGERIMOS PARA VOCÊ: