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Redação A Tribuna

150 anos de Censo: do papel aos dispositivos móveis de coleta

Max Athayde Fraga | 30/07/2022, 10:43 10:43 h | Atualizado em 30/07/2022, 10:44

O Censo Demográfico 2022 começa na próxima segunda-feira, após dois anos de adiamento devido à pandemia, e com ele vem também a modernização dos instrumentos de pesquisa para garantir à população maior agilidade e precisão na hora da coleta de dados.

Neste ano, o Censo completa 150 anos do primeiro recenseamento feito no País. Realizado ainda na época do Império, em 1872, a primeira pesquisa censitária perguntava, entre outros itens, se o entrevistado era “livre” ou “escravo” e os formulários de papel eram distribuídos País afora em lombo de burro.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesse contexto, tem o papel de conduzir o Censo desde 1940, sendo o responsável por oito dos 12 Censos realizados até os dias atuais.

O objetivo do IBGE é retratar a realidade do País, por meio do Censo 2022, colhendo características da sociedade brasileira, de sua população, economia e condições de vida, e oferecendo um panorama completo do Brasil.

No Brasil, 75 milhões de domicílios vão receber a visita dos recenseadores e, no Espírito Santo, cerca de 1,4 milhão de domicílios serão visitados. Cerca de 3.600 recenseadores estarão devidamente uniformizados, com colete e crachá, além de QR Code para checagem dos moradores, para aplicar dois tipos de questionários: o básico com 26 questões e o ampliado com 77 questões. 

A entrevista tem duração média de 5 minutos para o questionário básico e 18 minutos para o ampliado. Os recenseadores estarão munidos de um dispositivo móvel de coleta (DMC) que vão permitir maior agilidade no processo de coleta das informações e maior segurança dos dados. 

Os softwares foram feitos para o Censo pelo próprio IBGE e contêm mapas digitais portáteis, posição dos recenseadores no mapa em tempo real, além de imagens de satélite, com alta resolução, disponíveis para praticamente todas áreas urbanas e rurais.

O monitoramento das áreas cobertas pelos recenseadores é outro ponto positivo do DMC, pois os supervisores terão uma visão geral dos domicílios visitados e podem alinhar as rotas em casos de desvios.

Pela primeira vez, o IBGE captará as coordenadas de todos os domicílios. As coordenadas geográficas consistem em um dos métodos mais eficientes de localização, pois permitem identificar qualquer ponto na superfície da Terra por meio dos valores de latitude e longitude.

Com toda essa modernização, o Censo 2022 cumpre o seu papel de nortear repartições a respeito de recursos públicos; conhecer com detalhes os recortes específicos da população brasileira; levantar informações estratégicas para a iniciativa privada; conhecer as condições de vida da população e das famílias e obter informações sociodemográficas e econômicas para o meio acadêmico.

Em contrapartida, é importante que a sociedade esteja aberta para cooperar com o Censo. Responder ao Censo é um ato de cidadania na medida em que o cidadão se compromete com o futuro do País. Do papel ao DMC, agilizamos o processo, para fazer da pesquisa um processo rápido e contribuitivo.

MAX ATHAYDE FRAGA  é chefe da Unidade do IBGE no Espírito Santo

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