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PLENÁRIO

Justiça nega novo pedido de vereadores afastados da Serra

Posse dos novos parlamentares da Serra segue mantida para segunda-feira (02)

Eduardo Maia | 30/01/2026, 17:34 h | Atualizado em 30/01/2026, 17:38
PLENÁRIO, POR EDUARDO MAIA

Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.



          Imagem ilustrativa da imagem Justiça nega novo pedido de vereadores afastados da Serra
Saulinho, Cleber Serrinha, Alemão e Teilton Valim |  Foto: Reprodução

A Justiça do Espírito Santo manteve o afastamento de quatro vereadores de Serra investigados por suspeita de envolvimento em crimes contra a administração pública. A decisão foi proferida pelo juiz Gustavo Grillo Ferreira, da 2ª Vara Criminal, que negou os pedidos de reconsideração apresentados pelas defesas.

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Continuam afastados dos cargos Cleber Serrinha (MDB), Saulinho da Academia (PDT), Wellington Alemão (Rede) e Teilton Valim (PDT). Eles buscavam a revogação da medida cautelar que os impede de exercer o mandato, decretada com base no Código de Processo Penal.

Na decisão, o magistrado afirmou que não houve apresentação de fatos novos capazes de justificar a revisão da medida. Segundo o juiz, os argumentos apresentados pelas defesas já haviam sido analisados anteriormente, inclusive pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-ES), que também negou pedidos semelhantes.

Grillo destacou que o afastamento não se baseia apenas em episódios pontuais, como a tramitação ou votação de projetos específicos, mas no uso estrutural do mandato parlamentar para a prática de crimes graves, como corrupção ativa e passiva, em contexto legislativo.

Para o magistrado, o risco permanece enquanto os investigados mantiverem vínculo funcional com a Câmara, devido à influência política e ao acesso à estrutura institucional.

A decisão também rejeitou a substituição do afastamento por medidas cautelares mais brandas, como restrições de contato ou acesso a prédios públicos. De acordo com o juiz, essas alternativas seriam insuficientes para impedir eventual interferência na investigação ou reiteração das condutas, já que a atuação política não se limita a espaços físicos ou atos formais.

Outro ponto afastado foi a alegação de “cassação branca” do mandato. O magistrado ressaltou que o afastamento tem caráter preventivo e temporário, não representando punição antecipada nem perda definitiva do cargo.

Ele também não reconheceu excesso de prazo, afirmando que o processo segue em tramitação regular e que parte da demora decorre de dificuldades na localização de réus e da ausência de manifestação de algumas defesas.

Ao final, o juiz concluiu que permanecem válidos os fundamentos que justificaram a medida cautelar e determinou a manutenção integral do afastamento dos parlamentares.

Posse marcada

Os novos vereadores que vão assumir as cadeiras dos afastados serão empossados na próxima segunda-feira (02). São eles: Marcelo Leal (MDB), Dr. Thiago Peixoto (Psol), Sérgio Peixoto (PDT) e Wilian da Elétrica (PDT).

Alguns já até visitaram seus novos gabinetes. Haverá a sessão para que eles sejam empossados, depois acontecerá a 1ª sessão ordinária do ano. A informação de que a posse seria no início de fevereiro havia sido antecipada pela coluna ainda em dezembro.

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Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.