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Papo de Família

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Colunista

Cláudio Miranda

Pais que exigem demais dos filhos

| 24/07/2022, 18:34 18:34 h | Atualizado em 24/07/2022, 18:34

Os pais que exigem demais podem estar querendo que seus filhos sejam melhores e que deem o máximo de si. Contudo, há pais que exigem demasiadamente dos filhos, de uma forma desequilibrada, não acolhedora e com muito criticismo e desvalorização. 

Nas duas situações, esses pais podem não estar incentivando da forma mais adequada e correta. A intenção pode ser muito boa, mas a forma como os filhos percebem essas exigências pode ser extremamente danosa à estrutura emocional e psicológica deles. 

Os filhos têm que crescer com regras e limites, numa educação que os preparem bem para a vida futura e os tornem homens e mulheres de bem. 

Juntamente com isso, eles precisam também de valorização, carinho e respeito dos pais.

Se as exigências forem extremas partindo de pais desequilibrados e hostis, os filhos poderão desenvolver um padrão de ansiedade e um sofrimento que os prejudicarão ao longo de sua vida, às vezes podendo impedir o seu sucesso acadêmico, profissional e sentimental.

O comportamento de exigência dos pais pode estar seguindo a um modelo de educação familiar vivido na infância. Pode ser também consequência de perfil atitudinal em que não se permite o erro e o fracasso. 

Dessa forma, é comum vermos crianças e adolescentes entrarem em crise por não terem conseguido o resultado esperado numa avaliação. 

Nos casos mais graves há alunos que se sentem muito mal por terem tirado nota 9 em uma prova que valia 10. Ele incorporou que errar não é bom, não é normal e não é aceito na sua família.

Filhos de pais exigentes tentam cumprir as expectativas deles, que algumas vezes parecem ser inalcançáveis. Nesse ponto, nada do que fazem parece ser suficientemente bom. 

Então, essa criança começa a desenvolver um sentimento de culpa e de nunca ser suficientemente boa para seu pai e para sua mãe.

Há crianças que, para tentar agradar aos pais e não decepcioná-los, começam a exigir demais de si mesmas, além das suas próprias possibilidades. Uma das primeiras consequências disso é o surgimento de um quadro de estresse e ansiedade.

Alguns pais extrapolam nas exigências e passam a rastrear o comportamento diário do filho, colocando um defeito em quase tudo que ele faz. 

Se o filho estuda, não foi o suficiente; se ele ajuda na limpeza da casa, não limpou direito. Em algumas situações a relação familiar atinge tal nível de toxidade que o olhar dos pais muda, o tom de voz é mais severo e às vezes gritado. 

Surge então a preferência por outro filho, começam a  acontecer as comparações e o problema vai agravando até a vida adulta.

A recomendação nesses casos é o diálogo, valorizando o esforço do filho mesmo que não tenha sido o esperado. 

Se o filho tirar uma nota na média ou um pouco acima você pode dizer: “Que bom filho, fico feliz com o seu esforço. Se você precisar de uma ajuda me fale”. 

Deve-se criar estratégia de suporte escolar, terapia e visita à escola para ouvir dos pedagogos e professores as sugestões possíveis de ajuda ao filho.

Em algumas situações os pais também podem buscar uma orientação terapêutica para aprender a lidar com o filho de uma forma mais saudável.

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