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Papo de Família

Papo de Família

Colunista

Cláudio Miranda

Onde sua mãe está na sua vida?

Coluna publicada no dia 11 de maio, no jornal A Tribuna

Cláudio Miranda | 13/05/2024, 16:34 16:34 h | Atualizado em 13/05/2024, 16:34

Imagem ilustrativa da imagem Onde sua mãe está na sua vida?
Cláudio Miranda |  Foto: A Tribuna

A mãe é a primeira figura de referência em nossa vida. Desde pequenos elas são o modelo afetivo e comportamental na vida dos filhos. Muito do que somos hoje é consequência do que experienciamos com nossas mães. Qual é a sua relação com a sua mãe?

Há todo tipo de mãe. Tem as mães solteiras que tiveram o filho sozinhas por um pai que se omitiu e não assumiu sua paternidade. Existem as mães adotivas que assumiram o lugar de outras mulheres que não puderam cuidar do seu bebê.

Há mulheres de um, dois, três ou mais filhos. Todas são mães, cada uma com um desafio e em constante aprendizado.

Não poderíamos comparar uma mãe com a outra. Todas trazem em si uma história de vida que irá influenciar mais ou menos intensamente os filhos. Além do DNA, muito do que nós somos hoje é dela que veio tudo isso.

Como é a sua relação com a sua mãe? É fria ou aconchegante? Você é presente na vida dela ou é ausente emocionalmente? Se é adulto e mora fora, com que frequência se falam?

Você participa das tarefas do dia a dia com ela ou ela é quem faz tudo. O seu jeito de ser poderá ser um bom indicador do quanto você valoriza sua família e a sua mãe.

Algumas vezes, por questões de trabalho, distância e ocupação do dia a dia, o filho perde o contato físico e emocional com sua mãe.

Às vezes, ela é colocada num asilo ou numa clínica de repouso por não ter como cuidar. Isso não é necessariamente um problema. O ruim é quando ela é abandonada e não recebe mais a sua visita e atenção.

Não existe “modernidade” ou ocupação que justifique isso, porque se você não tem tempo para ela, você está dizendo na verdade, que não tem interesse nela. Isso não é bom, corrija isso!

Embora a imagem da maternidade seja envolta numa poesia, amabilidade e leveza, nem todas as relações com os filhos são tão perfeitas e harmônicas.

Muitos filhos podem ter ressentimento e mágoa em relação a sua mãe. Às vezes, elas são cobradas demais por eles. Muitos podem achar que elas não foram tão boas quanto eles gostariam.

Na adolescência pode se iniciar um nível de cobrança e de expectativa que perdura ate a idade adulta dos filhos.

Talvez, muito do comportamento equivocado dos filhos, seja uma consequência de uma educação extremamente permissiva de suas mães.

Contudo, ao se tornar adultos os filhos podem e devem mudar seu comportamento para que seja uma pessoa capaz de conviver harmoniosamente em família e em sociedade sem lesar ou prejudicar o outro.

A mulher que se torna mãe passa a desenvolver dentro dela várias personalidades e competências. Ela aprende a ser multitarefa, porque a cada dia e a cada momento ela se vê diante de um novo desafio na educação dos filhos.

Há homens que ainda dizem: “Ela não trabalha, só fica dentro de casa cuidando dos filhos”.

A mãe é um ser humano em constante aprendizado porque não existe um manual a ser seguido.

Nesse caminho erros poderão acontecer e serem corrigidos depois. Faça as pazes com sua mãe física e com a sua mãe interior. Onde quer que você vá, a imagem e a atenção dela estará com você.

Te desejo um feliz dia com sua mãe.

Cláudio Miranda é terapeuta individual e familiar, psicopedagogo clínico, pós-graduado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP

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