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Imagem ilustrativa da capa de fundo do colunista Cláudio Miranda

Papo de Família

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Cláudio Miranda

Namorido, você tem um?

13/11/2021 08:47:37 min. de leitura

Normalmente o namoro é um período de conhecimento mútuo em que o casal conversa, passeia e convive com a família do outro. Após esse tempo, se sentirem afinidade e amor, os namorados partem para os preparativos do noivado e depois o casamento. 

Esse seria o modelo mais tradicional. Não há uma regra para o tempo de duração de um namoro, mas se demorar tempo demasiado vira namorido.

Nas relações de namoridos, os namorados começam a viver um quase casamento, com um quase marido e uma quase esposa. O casal vive quase tudo que se vive num casamento, mas não mora junto. Não compartilha sonhos, não faz planos, não tem as preocupações típicas de um casamento. Ter uma casa, ter filhos, sair para trabalhar, voltar e ser recebido pelo marido e pela esposa são desejos simples, mas muito importantes. 

Há determinados rituais que só a vida de casado proporciona e esses momentos referendam o estar juntos, o conviver e o desfrutar como casal e filhos.

Se você começa um namoro e deseja se casar, escolha bem com quem vai se relacionar para não investir seu tempo em uma pessoa que não tem desejo de partilhar uma vida com você. Namoro velho pode se tornar um namoro desconfortável, sem propósito e sem metas. 

Depois de um tempo você acostuma com “aquilo” e não termina a relação na esperança de que tudo possa mudar de repente. Na maioria das vezes, a mulher espera o homem tomar a iniciativa, que nunca acontece. Há namoros que não acabam por medo de não encontrar outra pessoa com quem se relacionar. 

O que fazem esses namoros durarem tanto tempo? Medo de perder a liberdade? Situação financeira não favorável? Medo da vida de casado? Flor que não desabrocha, ovo que não vira pássaro e semente que não germina são sonhos que não se concretizam.

Se você curte a sua solteirice, siga em frente com seu estilo de vida, sem problemas. Cada um escolhe o que é melhor para si. Tem gente que não pensa mesmo em se casar. Casamento não pode ser uma obrigação. 

Contudo, se você tem um namorido e pensa em se casar e o outro não dá sinal de que quer concretizar a relação, puxe a campainha e desça desse bonde. Tome coragem e invista seu tempo em quem quer ter uma vida com você. 

Há pessoas que se acostumam um com outro e levam uma vida de indefinição e sem brilho. Considere que amor indeciso pode não ser amor. Pense nisso! Se tiver dificuldade em tomar uma decisão, converse com quem você confia para te ajudar: uma amiga, família ou um terapeuta. 

Para muitos fica a sensação de vergonha da família, dos amigos e da sociedade. Não conseguem tomar uma decisão e sofrem com isso. De fato, será um momento difícil, mas necessário. Depois de um tempo você se sentirá melhor. 

Para muitas pessoas é desconfortável ler esse artigo, mas é melhor enfrentar e decidir agora, do que arrastar um desconforto.

Como Terapeuta de Família e de Casal sei que existem várias configurações de relacionamentos afetivos. Não importa a forma com que se relacione, certo e errado são conceito questionáveis. É importante que você se sinta bem e viva em harmonia com quem escolheu.

Cláudio Miranda é terapeuta individual e familiar, psicopedagogo clínico, pós-graduado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP

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