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Papo de Família

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Colunista

Cláudio Miranda

Filho com dificuldade na escola

Cláudio Miranda | 26/03/2022, 12:47 12:47 h | Atualizado em 26/03/2022, 12:49

O sonho e o desejo dos pais para com os filhos é que eles tenham sucesso na vida escolar,  conquistem um bom emprego e ganhem um bom salário para o sustento de si e da sua família no futuro. 

Contudo, muitos alunos poderão apresentar dificuldades em alguns conteúdos específicos e não obter o rendimento necessário para a aprovação ao final do ano letivo. Isso desencadeará preocupações e ansiedades para o aluno, os pais e a escola.

Alunos com baixo rendimento escolar poderão desencadear problemas de ordem afetiva e emocional que agravarão a sua situação. A baixa autoestima é o mais comum e se manifestará de várias formas. Alguns poderão se mostrar agressivos e rudes com as pessoas com quem convivem. Outros poderão ficar apáticos e amuados, sem confiança na sua capacidade de superação do problema.

A falta de hábito de estudo é a grande vilã da aprendizagem de muitos alunos. Sem uma rotina regular de estudo será muito difícil superar os problemas de aprendizagem que ele enfrenta.

A família poderá ajudar diagnosticando o filho com um profissional da medicina, psicologia ou psicopedagogia. No diagnóstico é comum identificar alunos com déficit de atenção, hiperatividade, ansiedade, insegurança, depressão, desorganização e algumas vezes uma negligência dos pais com o estudo dos filhos.  

Em alguns casos o aluno poderá ser medicado, em outros poderá iniciar uma ajuda terapêutica.

As notas baixas e a dificuldade do hábito de estudo podem estar conectadas à visão que o aluno tem de si. Assim, ele passa a viver num pensamento negativo e autodestrutivo pela falta de confiança na sua capacidade de aprender, agravando sua situação acadêmica.

Muitos pais se estressam com os filhos, brigando, falando e gerando mais tensão no ambiente da casa. Essa ansiedade pode atrapalhar o processo de ajuda ao filho. É preciso escolher as batalhas e não ficar apontando tudo que acha que está errado. O foco deve ser na aprendizagem e no crescimento escolar.

O aluno que não tem hábito de estudar regularmente pode encontrar vários problemas na sua vida acadêmica. O medo da reprovação gera o sentimento de incompetência, de ser “burro” e de vergonha. A possibilidade de uma reprovação incomoda o filho e os pais.

Um aluno com baixo rendimento acadêmico, na maioria das vezes, não é um aluno com uma limitação cognitiva. 

Outros fatores o impedem de mostrar seu potencial em situações de aprendizagem escolar. Há alunos que precisam de um suporte diferenciado que promova seu crescimento escolar.

Sugere-se à escola e aos professores que ajudem aplicando formas diferenciadas de avaliação escrita ou oral, tempo expandido de prova, trabalhos extras, prova em local separado e outras formas possíveis de avaliar o aluno.

Há escolas que têm receio em criar formas facilitadoras de aprendizagem por achar que estará dando pontos sem esforço e merecimento para o aluno. 

Para muitos jovens a vida se encaminha de outra forma no futuro conquistando um bom emprego e uma vida equilibrada. Com um suporte adequado esses problemas serão superados.

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