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Papo de Família

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Colunista

Cláudio Miranda

A inteligência do seu filho não é o mais importante

Jornal A Tribuna | 09/04/2022, 12:36 12:36 h | Atualizado em 13/04/2022, 12:17

Ao matricular um filho na escola os pais desejam que ele seja um ótimo aluno e expresse toda a sua inteligência na forma de boas notas, rendimento escolar acima da média e que passe nos concursos e adquiram ótimos salários e posições sociais. 

Tudo isso se consegue com uma inteligência bem treinada às vezes com sacrifício do lado afetivo do filho. Esquecemos que eles não são apenas cérebro e razão. São também coração e emoção. 

O teste de QI (Quociente Intelectual) não é, há muito tempo, a única medida de inteligência. Eles nem são mais considerados no meio médico e na saúde mental. 

Contudo, ainda é comum vermos uma supervalorização da inteligência e da memória. Há pesquisas que ainda insistem em comparar pessoas e povos cognitivamente.

 O máximo que conseguem é criar mais preconceito e segregação nas relações entre as pessoas. 

Inteligência a parte, o mundo está em total desestrutura. O potencial cognitivo de uma pessoa não tem salvado o mundo e as relações. 

As “mentes brilhantes” parecem não estar dando conta do caos em que nos encontramos.

 As grandes potências mundiais são exuberantes em pesquisa, tecnologia e economia, contudo elas coexistem ao lado de países pobres e miseráveis nos quais a fome e a pobreza são os maiores empecilhos para  uma vida digna. 

O foco demasiado em notas e produtividade escolar tem contribuído para desencadear situações intensas de ansiedade e tristeza em muitos alunos, por não conseguirem se enquadrar nesse padrão de exigência.  

Precisamos de pesquisas que valorizem a força interior e o potencial de cada povo, sem segregação. No plano pessoal vários outros aspectos da inteligência precisam ser considerados.

 Cada pessoa tem sua beleza e potencialidades. Não precisamos e nem temos condições de sermos bons em tudo.

Descobriu-se que somos mais que inteligência. Somos também, afeto, convívio, relacionamento, arte, movimento, criatividade, percepção, sensibilidade, história e muito mais. 

Somos multifacetados, temos muitas possibilidades que podem ser destruídas ou abaladas por uma baixa autoestima e um sentimento de culpa.

Não avalie seu filho apenas pela nota que ele tira na prova. Isso seria reduzi-lo somente ao raciocínio, lógica e memória. 

Seu filho é mais do que isso. Ele tem inteligências múltiplas com diversas potencialidades. Eles estão passando por uma modificação e precisamos ter paciência com nossos filhos.

Quando puderem se perceber além do raciocínio e da lógica, muito do estresse e ansiedade que se vive hoje diminuirão. O excesso de preocupação com o futuro não existirá mais. 

É muito importante viver no presente aceitando com alegria e satisfação as diferenças que temos uns dos outros. 

No presente percebemos a diversidade de opiniões e comportamentos como algo que se complementa nas particularidades do grupo, nos tonando um indivíduo coletivo. 

Os pais, juntamente com as escolas, precisam criar um espaço relacional em que o adolescente possa se expressar e se equilibrar emocionalmente. 

É importante proporcionar ao jovem outras formas de manifestações das suas inteligências. Com isso, ele  poderá também melhorar o seu rendimento escolar.

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