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Folha de São Paulo
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Não é só entre senadores que Kassio Nunes busca apoio a seu nome para o STF (Supremo Tribunal Federal). Diante da resistência de alas mais radicais de bolsonaristas e conservadores, o magistrado tentou contemporizar.
No sábado (3), buscou Silas Malafaia e, ontem, Abraham Weintraub postou em suas redes sociais que conversou durante “longas horas” com o magistrado. O ex-ministro da Educação defendeu a prisão de magistrados do STF antes de se exilar no Banco Mundial.
“Talkey”
“O Dr. Kassio se comprometeu a seguir as leis e a Constituição, sem ativismo judicial. Confiamos no presidente e no sucesso do governo”, disse Weintraub no Twitter.
Estilhaço
A indicação ainda rachou a bancada evangélica. Como mostrou Mônica Bergamo, a Universal apoiou a indicação do magistrado, o que desagradou o ramo da Assembleia de Deus liderada pelo pastor Silas Malafaia.
Acusação
“A Universal representa menos de 5% dos evangélicos, segundo o IBGE. Quer fazer graça para conseguir recursos para a Record”, disse o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), ligado ao pastor.
Porta fechada
Procurado por Nunes, Malafaia não conversou com o juiz até agora e tem feito duras críticas à sua indicação.
Quanto custa
Empenhado em conseguir a aprovação do projeto de lei de ajuste fiscal, o governo João Doria (PSDB) deverá executar no mínimo R$ 500 milhões em emendas de deputados em 2021.
O texto estava previsto para ser votado ontem, o que ainda não tinha acontecido até o fechamento desta edição.
Troca
Como mostrou o Painel, as emendas têm sido utilizadas como moeda de negociação pela gestão tucana para que o projeto, que corta recursos de universidades e extingue autarquias, seja aprovado.
Outro lado
A gestão Doria diz que a informação é falsa e que “fere a lógica imaginar que, para economizar R$ 8 bilhões, o governo cogite gastar meio bilhão.”
Colarinho branco
Balanço da Polícia Federal (PF) mostra que apreensões de bens em 2020 em investigações de combate à corrupção e desvios de recursos públicos superaram valores de anos anteriores.
Até o mês de setembro, foram R$ 2,85 bilhões, mais do que o ano todo de 2019 (R$ 2,7 bilhões) e de 2018 (R$ 2,5 bilhões).
Paralisa
O Tribunal de Contas do Município suspendeu ontem o edital para selecionar a próxima entidade privada que vai gerir o Theatro Municipal. Os envelopes seriam abertos hoje.
As polêmicas com o estabelecimento se arrastam pelo menos desde 2017, pressionando os três últimos prefeitos de São Paulo.
Explicações
O conselheiro Edson Simões, que determinou a suspensão, apresentou 14 pontos para justificar a sua decisão, que não tem prazo definido para se encerrar.
O certame só será retomado quando as insuficiências apontadas pelo TCM forem sanadas.
Buraco
O primeiro debate na TV da eleição de São Paulo já vai virar caso de Justiça. O PT vai acionar o prefeito Bruno Covas (PSDB), acusando-o de disseminar “fake news”.
O tucano disse na Bandeirantes que o partido adversário deixou “um grande rombo de R$ 7 bilhões em 2017” ao fim da gestão Fernando Haddad.
É vendaval
O PT aponta, no entanto, que o relatório de fiscalização do Tribunal de Contas do Município de 2016 dizia que Haddad deixou R$ 5,3 bilhões em caixa para o sucessor.
Baseada no documento, a agência Lupa classificou a afirmação de Covas como falsa.
Blush
Em nota, a campanha de Covas diz que o orçamento de Haddad era “irrealista e maquiado”. “Exagerava as receitas em R$ 5 bilhões e subestimava as despesas em R$ 2,5 bilhões”.
Tartaruga
O Comitê Lula Livre decidiu qual será o mote de sua próxima campanha: “Justiça lenta é injustiça”, pressionando pela votação imediata do habeas corpus no qual a defesa de Lula (PT) alega a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro para julgar ações relacionadas ao ex-presidente.
Tiroteio
“Temos um serial killer constitucional no poder. É dever de cada um de nós defender nossa democracia”.
De Marcelo Freixo (PSOL-RJ), deputado federal, ao celebrar os 32 anos da Constituição.
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Painel,por Folha de São Paulo