Velhos hábitos
Folha de São Paulo
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Embora tenha lançado nota em que afirma estar unido na disputa pela presidência do Senado, o MDB já se dividiu. Eduardo Braga (AM), Fernando Bezerra (PE) e Eduardo Gomes (TO) se juntaram na busca por apoios e começaram por Jair Bolsonaro. Também pressionam Baleia Rossi (SP) a abrir mão da candidatura na Câmara em prol do governista Arthur Lira (PP-AL).
Já Simone Tebet (MS) é contra vincular a eleição nas duas Casas e incentiva Baleia, além de costurar sozinha a adesão de outras siglas.
Esquece
A pressão para que Baleia saia da disputa começou antes mesmo do fim da eleição municipal, por meio de Fernando Bezerra (PE). Há duas semanas, foi a vez de Eduardo Braga (AM) telefonar. Na última quarta-feira, os três tentaram demovê-lo ao vivo. Aliados do deputado dizem que essa opção é despropositada, uma vez que há chance de ele ser o escolhido do bloco de Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Afago
O MDB escolheu Isnaldo Bulhões Jr. (AL) para liderar o partido na Câmara dos Deputados em 2021. A opção agrada ao clã do senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Pra que a pressa?
Podemos e PSDB formalizaram na última sexta-feira a criação de um bloco para ampliar sua presença em comissões na próxima gestão do Senado. Esperam que Cidadania e PSL também integrem o grupo, que somaria 22 senadores. O combinado é começar a negociar o nome a ser apoiado para a presidência da Casa apenas em 15 de janeiro.
Dilema
A discussão na bancada do PT na Câmara afunilou entre aderir ao bloco de Rodrigo Maia (DEM-RJ) ou adiar ainda mais a decisão. O grupo majoritário entendeu que a segunda opção seria deixar a porta aberta para Arthur Lira (PP-AL), que entre os petistas havia ganho o apoio de nomes como Zeca Dirceu (PR), Paulão (AL) e Odair Cunha (MG).
Amigo oculto
Embora o PT tenha defendido o lançamento de um nome de esquerda para disputar a eleição pelo bloco, alguns membros da sigla mantêm preferência por Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
Distanciamento
Ao contrário do ex-presidente do partido José Dirceu, que optou por Lira na disputa da Câmara, Lula não interferiu na escolha da bancada de deputados petistas, segundo a presidente do partido Gleisi Hoffmann (PT-PR). Já governadores da sigla têm preferência pelo lado de Maia.
True lies
O governo chinês não espera que o futuro presidente dos EUA, Joe Biden, alivie substancialmente a pressão exercida contra interesses do país no Brasil, sobretudo quanto à implementação da tecnologia 5G. Segundo uma pessoa que acompanha a questão de perto, a mudança será apenas de estilo, pois Biden é “menos mentiroso” que Donald Trump.
Pragmatismo
A China também deu aval ao governo de São Paulo para passar a chamar a Coronavac de “vacina do Brasil” ou “vacina do Butantan”. Diz que não se importa, se for para facilitar a viabilidade do imunizante. Pesquisa do Instituto Datafolha mostrou grande resistência a uma “vacina chinesa”.
Não compensa
Apesar da curva ascendente de casos de coronavírus, que deve se intensificar em janeiro, governadores resistem a reabrir hospitais de campanha que haviam sido fechados quando a pandemia diminuiu, no início do segundo semestre.
Fantasma
O principal motivo é o custo desta reabertura, em um contexto em que se espera que a vacinação comece a se refletir nos números de infectados no primeiro trimestre. Além disso, há o trauma das suspeitas de irregularidades na construção desses hospitais, que atingiram diversos estados.
Ensaio geral
Psol e PT querem transformar a cidade de Belém (PA), onde governarão em parceria, numa espécie de laboratório para futuras alianças. O psolista Edmílson Rodrigues venceu a eleição, com um petista como vice.
Timing
Na semana passada, a principal liderança nacional do Psol, Guilherme Boulos, e o presidente da legenda, Juliano Medeiros, estiveram na capital paraense com o prefeito eleito. Discutiram um projeto de renda básica na cidade, para ser implementado no momento em que acaba o auxílio emergencial federal.
Tiroteio
“Ele está usando o Ceagesp, que havia prometido privatizar, numa briga política. Parece discurso de político de esquerda”
De Helio Beltrão, presidente do Instituto Mises Brasil e colunista da Folha, sobre a promessa de Jair Bolsonaro de não vender o Ceagesp.
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Painel,por Folha de São Paulo