Trôpego
Folha de São Paulo
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Paulo Guedes (Economia) perdeu pontos tanto entre investidores do mercado financeiro quanto entre parlamentares na última semana. Enquanto o primeiro grupo passou a enxergar maior fragilidade do ministro e dificuldade em avançar em temas importantes para dar sobrevida ao teto de gastos, como a PEC emergencial, congressistas usaram termos como "trapalhão" e "bêbado na ladeira" para descrever como ele lidou com as divergências políticas em público.
Desvalorizado
A saída do ministro não está nas contas de investidores, mas a alta do dólar e dos juros também refletiu um sentimento de que, mesmo que fique no governo, Paulo Guedes pode não conseguir entregar as reformas. Ainda não se vislumbra a construção de um substituto.
Uníssono
Apesar de não parecer, integrantes da ala política do governo dizem nos bastidores que "não haverá fura teto". Nada diferente do que vem dizendo Paulo Guedes (Economia).
Parir um rato
Embora seja o desejo do presidente Jair Bolsonaro que o valor pago pelo programa Renda Cidadã, ainda a ser criado, chegue a pelo menos R$ 300 - para se equiparar ao auxílio emergencial - há ministros no governo que acham impossível alcançar esse patamar.
Não é bem assim
O ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde Wanderson Oliveira rechaça o argumento do Palácio do Planalto de que a pasta não precisava mais de testes para Covid-19 rápidos e por isso declinou de doação da Marfrig. A Folha revelou que R$ 7,5 milhões da empresa para a compra de exames foram repassados pela Casa Civil ao Pátria Voluntária, da primeira-dama Michele Bolsonaro.
Nunca é demais
"Claro que precisava (de testes). Lançamos o Diagnostica Brasil em 6 de maio", afirma Oliveira. Segundo nota do Planalto, a Saúde rejeitou a doação exatamente naquele mês. "Agora precisará mais do que nunca. Quanto mais testes fizermos melhor será para a manutenção das atividades econômicas com segurança."
Hermanos
O governo de São Paulo vem sendo procurado por países da América do Sul atrás de know-how para a produção da vacina chinesa Sinovac, que João Doria (PSDB) prometeu para dezembro. Já entraram em contato representantes de Argentina e Peru.
Catraca
Celso Russomanno (Republicanos) enviou para a Prefeitura de SP, em outubro de 2019, um documento em que manifestava intenção de que a empresa CCLL Empreendimentos, de sua propriedade, fosse futuramente homologada para vender e validar o Bilhete Único na cidade.
Cobrador
A empresa e a prefeitura já tinham termo de cooperação ativo, sem custos para o município. A CCLL desenvolveu o aplicativo Tem Troco, carteira eletrônica de pagamentos, e a ideia era que também funcionasse para o pagamento de tarifas do Bilhete Único.
Freio
O candidato não vê conflito de interesses caso se eleja prefeito. Afirma que o projeto já está parado atualmente e que não tem interesse em dar continuidade a ele agora.
Levanta
Candidato do Patriota a prefeito de São Paulo, Arthur do Val promete "destombar" diversos imóveis protegidos pelo patrimônio histórico em SP, dando a eles possível uso comercial. Para ele, os critérios adotados foram políticos, e não técnicos. "Tombamos mais imóveis do que capitais europeias que têm 2.000 ou mais anos de história catalogada", diz em seu plano de governo.
Eco
O Plano de Reconstrução do Brasil, lançado pelo PT, usa linguagem parecida à de grupos bolsonaristas ao defender a liberdade nas redes. Diz que plataformas como Facebook e Twitter muitas vezes aplicam censura privada a usuários, defende a "concepção integral de liberdade de expressão" e critica a "remoção de conteúdo ou cancelamento de contas por julgamentos privados sobre a verdade".
Nada a ver
Responsável por esse trecho, Cezar Alvarez nega semelhança. "O PT sempre lutou pela liberdade de expressão e contra a censura. Totalmente oposto a quem quer 'liberdade' apenas para a disseminação do ódio, apologia da violência, preconceitos e discriminações".
Tiroteio
“Na briga entre Guedes e Marinho, parafraseando Dilma Rousseff, ninguém vai ganhar ou perder: todo mundo vai perder”
Do deputado Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos, sobre o atrito entre os ministros da Economia e do Desenvolvimento Regional.
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Painel,por Folha de São Paulo