Tropas
Folha de São Paulo
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Tropas
O empresário Salim Mattar tem relatado a colegas que a culpa pela demora na privatização dos Correios é de militares do governo, não do Congresso.
Segundo o diagnóstico, eles ocupam cargos na direção e no conselho da estatal, assim como na Telebras, e não querem perder o espaço. Caso as empresas fossem inscritas no PND (Programa Nacional de Desestatização), as nomeações passariam à alçada de Paulo Guedes. Mattar deixou o governo alegando decepção com a letargia do setor público.
Relógio
A desavença com a ala militar atrasou os estudos para a privatização da companhia e, só agora, um ano e meio depois da posse de Jair Bolsonaro, o BNDES está contratando a empresa que desenhará a venda. Ainda no governo, Mattar dizia que a privatização não deve sair antes do fim do mandato de Bolsonaro, em 2022.
Oba
Segundo pessoas próximas, Salim Mattar vibrou com a nova greve dos funcionários da estatal. Sua avaliação é a de que isso ajuda a convencer a população na necessidade de privatização da companhia.
Olho no olho
Senadores querem que Paulo Guedes (Economia) dê explicações sobre a declaração de que considerava “um crime contra o País” a derrubada do veto presidencial pelo Senado.
Susto
Parlamentares se dizem indignados com a afirmação e querem que o ministro detalhe o cálculo apresentado, que indicaria uma perda de R$ 120 bilhões ao governo com a votação. O texto abre a possibilidade de reajuste a servidores que estejam na linha de frente do combate ao coronavírus.
Venha a nós
O requerimento de convite a Guedes foi apresentado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC). A Câmara manteve o veto de Bolsonaro na votação de ontem.
Tá na mão
A Polícia Federal publicou ontem uma instrução normativa que afrouxa as regras e os procedimentos para posse e porte de arma de fogo no Brasil. Segundo a instituição, a instrução normativa 174 “desburocratiza o processo de armas”.
Facilidade
Entre as mudanças, a PF deixará de exigir documentos que já existam em seus sistemas, reduzindo os prazos para novos pedidos de posse e porte. Todo o processo passa a ser eletrônico, diz o órgão. Armar a população é uma das principais bandeiras de Bolsonaro.
Calado
“A pasta não comenta decisões judiciais” é a posição do Ministério da Saúde sobre o caso da menina de 10 anos de idade que engravidou após ter sido estuprada e foi autorizada pela Justiça a fazer um aborto. Como mostrou o Painel ontem, o ministério tem integrantes contrários ao aborto e decidiu se omitir em relação ao caso.
Vítimas
O posicionamento foi enviado à coluna após pedido de esclarecimento sobre o coordenador de Saúde Digital da pasta, Allan Garcês, ter escrito que o aborto “pune a verdadeira vítima”.
Autorizado
“Publicações feitas nas páginas pessoais das redes sociais de seus gestores são de livre exercício de opinião pessoal e de manifestação como cidadãos”, respondeu o ministério.
Lado
O procurador-geral da República, Augusto Aras, posicionou-se contra ação proposta pelo governo Bolsonaro segundo a qual deveriam ser suspensas, em caráter liminar, decisões judiciais que tenham determinado bloqueio de contas em redes sociais.
Aliados
A ação foi proposta um dia depois de o Twitter suspender perfis de bolsonaristas por determinação de Alexandre de Moraes, em julho. Apesar de no mérito ser contra bloqueios do tipo, conforme sinalizações anteriores, Aras disse que não está caracterizada a urgência no caso e, portanto, não caberia liminar.
Mestre
Assessor para assuntos internacionais de Bolsonaro, Filipe Martins publicou mensagem em latim em suas redes na noite de ontem, ao final do dia em que seu guru, Steve Bannon, foi preso.
Mensagem
“Oderint dum metuant”, escreveu Martins ou “que odeiem, desde que temam”. Bannon, em quem o assessor declaradamente se inspira, é acusado de participar de fraude relacionada à construção do muro na fronteira com o México.
Tiroteio
“Paulo Guedes praticou um ato de terrorismo news, um upgrade da fake news. Inovou”
Do senador Esperidião Amin (PP-SC), sobre o ministro ter dito que senadores praticaram crime ao votarem pela derrubada do veto.
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Painel,por Folha de São Paulo