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Colunista

Folha de São Paulo

Torre de Babel

| 28/01/2020, 08:25 08:25 h | Atualizado em 28/01/2020, 08:28

Responsável pela pasta que irá bancar a propaganda do governo federal de combate à gravidez precoce, o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) diverge da colega Damares Alves (Direitos Humanos) sobre qual deve ser o foco da campanha.

Para ele, a pregação de que os adolescentes devem pensar duas vezes antes de transar é ineficaz e não pode ser a única política de enfrentamento do problema. Damares tem defendido a abstinência sexual como principal lema da ação.

Letra
“A mensagem do comportamento responsável é válida. É uma vida, é o afastamento da escola. Mas não se pode minimizar a discussão e dar ênfase só para isso. É um problema complexo. Tenho apostado muito em informar as consequências, porque acredito que esse seja um ponto essencial para a conscientização”, disse o ministro à coluna Painel.

Limite
Mandetta afirma ainda que questões religiosas não devem pautar a discussão. Documento do ministério de Damares cita como argumento pró-abstinência pesquisas que apontariam a gravidez de jovens como motivos para afastá-los da família e da fé.

Cardápio
“As campanhas falarem sobre isso (iniciação sexual tardia), eu não vejo problema. O que não pode é que essa seja a nossa única política. Não pode ser nem a única, nem a principal.” Mandetta tem reunião hoje e deve bater o martelo sobre qual será a linha da campanha. A ideia é que ação saia na primeira semana de fevereiro.

Ponto final I
A Polícia Federal encerrou o inquérito sobre prints de diálogos distribuídos em maio de 2019 atribuídos ao general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo. Concluiu que o militar foi vítima de uma armação e disse que as conversas eram falsas.

Ponto final II
A PF não chegou, porém, aos autores da suposta fraude.

Receba
Apesar do mal-estar que causou ao ter divulgado sua conversa com o vice-presidente, Hamilton Mourão, o governador do Rio, Wilson Witzel , conseguiu obter a ajuda que pediu.

Verde oliva
O governo Jair Bolsonaro deslocou ao menos 210 membros das Forças Armadas para ajudar na contenção de danos das chuvas no estado. Eles vão auxiliar com viaturas no deslocamento de pessoas em áreas de difícil acesso.

Baú
Além do juiz das garantias, o ministro Luiz Fux suspendeu temporariamente outro trecho do pacote anticrime que atende a uma reivindicação de Sergio Moro (Justiça): o artigo 28, que define que o Ministério Público pode arquivar inquéritos policiais sem a necessidade de aval do Judiciário.

Não ultrapasse
O parecer da área técnica do Ministério da Justiça tinha indicado veto ao item. O documento, enviado por Moro ao presidente Jair Bolsonaro, afirma que tirar o papel dos magistrados é “prejudicial e danoso à democracia.”

Balança
A pasta ainda diz que a atuação dos juízes propicia maior controle a abusos e segue a teoria dos freios e contrapesos. O parecer aponta que o novo texto da lei atenta contra a separação dos poderes e cita que “as consequências da concentração de poder são desastrosas”.

Figurinhas
Hoje, Moro vai se reunir com o juiz Marcelo Bretas, relator da Lava a Jato no Rio. É a primeira vez que o ministro visita o ex-colega de profissão desde que entrou para a política. Bretas também é contra a criação do juiz das garantias e fez críticas públicas à decisão de Bolsonaro.

Chapéu
Governadores querem aproveitar a tramitação das propostas de emendas constitucionais que envolvem estados e municípios no Senado para ter mais acesso a impostos hoje concentrados na União. A queixa ganhou novos contornos com o reajuste, pelo MEC, do piso do magistério em 12,84% – bem acima da inflação, de 4,31%.

Indigestão
Dirigentes das principais centrais sindicais combinaram um protesto na próxima segunda, em frente à Fiesp, onde o presidente Jair Bolsonaro deve almoçar, a convite de Paulo Skaf. Vão reclamar de demissões na Embraer e do fechamento da Ford em São Bernardo.

Tiroteio
“É incrível ver Lula apoiando Bolsonaro, mas compreensível. Ambos detestam uma imprensa livre e crítica.”

Do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), sobre declaração do ex-presidente ao UOL com ataques à imprensa e à TV Globo.

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