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Folha de São Paulo
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Em meio à maior crise militar desde 1977, aliados do Presidente tentam fazer pouco caso e dizem que não há qualquer chance de ruptura institucional. “É o momento psicológico que o mundo vive, todo mundo apreensivo, pandemia e tudo.
Não tem nada disso”, diz Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso. Ele lista uma série de trocas no Ministério da Defesa e nos comandos das forças nos governos Lula e Dilma Rousseff, sem que isso tenha causado sobressaltos políticos.
Tudo bem
Líder do PSL na Câmara, o deputado Major Vitor Hugo (GO) diz que foram mudanças naturais e que o risco de quebra democrática não existe. “Todo governo fez uma reavaliação após dois anos. É natural que ocorra numa pandemia, quando o governo tem que dar respostas rápidas e oportunas. O Presidente tem a prerrogativa de fazer as trocas”.
Hierarquia
Em caráter reservado, aliados do Presidente dizem também que generais não fariam uma intervenção para que um ex-capitão, Bolsonaro, mandasse.
Chamado
Outros afirmam que a oposição está fazendo exatamente o que Bolsonaro quer: jogando gasolina sobre um suposto factóide, gerando assim engajamento para que fanáticos se aglomerem em frente a quartéis hoje.
Sem essa
A cúpula do Congresso também minimiza a crise nos bastidores, em conversas com aliados. Rodrigo Pacheco (DEM-MG) falou sobre os acontecimentos em entrevista. Arthur Lira (PP-AL) não deu declarações.
Sem registro
O ministro Gilmar Mendes, do STF, esteve na residência do presidente Jair Bolsonaro no domingo. O encontro não foi colocado na agenda e o assunto da conversa não foi divulgado.
Venha...
A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados vai convidar o novo ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, a dar explicações sobre a crise atravessada pelas Forças Armadas no Brasil.
... a nós
O presidente da comissão, Aécio Neves (PSDB-MG), aprovará os requerimentos para convidá-los hoje. O novo ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França, também será chamado. Os parlamentares querem saber quais são os planos do novo chanceler.
Escassez
A presidente da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), Suzana Lobo, afirma que a falta de médicos especializados em UTIs tem impactado no desperdício de medicamentos e em problemas no atendimento. A estimativa, segundo ela, é que o Brasil tenha cerca de 7,1 mil médicos intensivistas, mas o número ideal seria de 40 mil profissionais.
Sem reserva
Ela também diz que a abertura de novos leitos de UTI não resolve o problema uma vez que não há profissionais no mercado. “O que precisa melhorar é a eficiência na utilização dos recursos”, diz a médica. O governo federal autorizou a abertura de 952 novas vagas ontem.
Jeito
A médica defende a utilização do protocolo de triagem de pacientes para enfrentar a falta de médicos e os baixos estoques de medicamentos. O Painel mostrou no domingo os parâmetros discutidos por cidades para escolher quais pacientes vão ter acesso e quais vão ter atendimento paliativo.
Festa
O presidente do conselho de secretários de Segurança Pública diz que o grupo comemorou a nomeação de Anderson Torres para o Ministério da Justiça. Segundo Cristiano Sampaio, o novo titular tem experiência e um bom trânsito na área. Ele ocupava o cargo no governo de Ibaneis Rocha (MDB) até ser escolhido por Jair Bolsonaro.
Topo
Ernesto Araújo, que deixou o governo na segunda-feira, foi a segunda pessoa política mais buscada no Google das últimas 24 horas no País. O interesse pelo ex-ministro só foi menor que o interesse pelo próprio Presidente.
Curiosos
Dados do Google também mostram que “quem saiu do governo bolsonaro” foi a pergunta que mais cresceu nas últimas 24 horas e uma das 10 mais buscadas desde segunda no país, quando consideradas apenas as buscas feitas por política.
Tiroteio
“Mistura de acordo com o Centrão, blindagem dos filhos e aparelhamento das Forças Armadas, é a antessala do caos.” De Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador, sobre as trocas de ministérios realizadas pelo presidente Jair Bolsonaro.
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Painel,por Folha de São Paulo