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Colunista

Folha de São Paulo

Supera

| 07/06/2022, 11:33 11:33 h | Atualizado em 07/06/2022, 11:33

Argumento central nas eleições de 2018, o “golpe de 2016”, como o PT chama o impeachment de Dilma Rousseff, desapareceu da prévia do programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Há quatro anos, o termo ou suas variações apareceram 32 vezes no plano de Fernando Haddad. Nas diretrizes de 2022, a palavra não é citada nenhuma vez em 18 páginas. Lula fechou aliança com Geraldo Alckmin (PSB), que defendeu a cassação, e tem feito acenos ao MDB, maior beneficiário dela.

Casca

 Marcado pela moderação, o documento de Lula deixou de fora dois temas de potencial explosivo, que chegaram a ser discutidos pelo PT. Um, como mostrou o Painel, era retomar a ideia de uma Constituinte, que apareceu em 2018, mas foi abandonada na época após pressão.

...de banana 

 A outra ideia era revogar o artigo 142 da Constituição, frequentemente invocado por bolsonaristas para justificar uma intervenção das Forças Armadas na política. Prevaleceu, no entanto, a visão de que o PT estaria exposto a críticas de radicalismo caso levasse adiante os dois temas, e que seria mais sensato excluí-los do documento.

Deixa estar

 O plano de Lula promete revogar o teto de gastos e a reforma trabalhista, mas ignorou outra mudança liberal implementada nos últimos anos, a independência do Banco Central. “Não está no nosso radar rediscutir o tema”, diz o economista Guilherme Mello, ligado ao PT.

Mascate 

 Já a abertura comercial recebe breve menção no documento. Segundo Mello, foram priorizados temas que afetam diretamente a vida das pessoas, como inflação e pobreza. “Lula foi um caixeiro-viajante em seu governo, o presidente que mais viajou buscando espaços comerciais. Vai haver uma estratégia muito forte de retomada da participação do Brasil no mundo”, diz.

Paz 

 Divididos em diversos estados, PT e PSB sacramentaram no domingo  união no Maranhão. Os petistas indicaram o ex-secretário da Educação Felipe Camarão como vice na chapa do governador Carlos Brandão (PSB), que deve disputar a reeleição.

Luzes 

 O deputado federal Kim Kataguiri e o ex-estadual Arthur do Val, da União Brasil, são as estrelas de um documentário que o MBL lança sobre o desenvolvimento do estado de SP. Com o título de “São Paulo Brasil”, aborda a Semana de Arte Moderna de 22, o boom industrial e a Revolução de 32.

Terra nostra 

 As histórias das famílias de Kataguiri e Do Val são o fio condutor da produção, que terá pré-estreia em 9/7. Ambos começaram o ano envolvidos em polêmicas, com Do Val sendo cassado pela divulgação de áudios sexistas.

Trava-língua 

 A frase “Sem pandemia, sem corrupção e com Deus no coração, seremos uma grande nação”, dita por Jair Bolsonaro em inserções de TV do PL, tem sido criticada por alguns aliados. Eles reclamam de ser muito longa, de difícil absorção, e da presença de palavras negativas como “pandemia” e “corrupção”.

Abafa 

 Na avaliação de um deles, não há motivo para relembrar a pandemia, que pode aumentar a rejeição de Bolsonaro no eleitorado feminino, por exemplo. A campanha do Presidente vive um racha na comunicação entre aliados do Centrão e o vereador Carlos Bolsonaro, responsável pelas redes sociais do pai.

Tô aqui 

 José Aníbal decidiu apresentar formalmente seu nome ao PSDB para disputar o Senado de SP. Ele é atualmente suplente de José Serra, que está encerrando o mandato e não buscará a reeleição. O partido, porém, tende a oferecer a vaga para alguma legenda coligada.

Papel passado 

 Pré-candidato do Novo ao governo de SP, Vinicius Poit registrou em cartório o compromisso de não usar o fundo eleitoral a que teria direito. Ele deve cobrar seus adversários a fazer o mesmo em anúncio hoje.

Mina I 

 A juíza Marcia Oshiro rejeitou denúncia contra Marcus Vinicius Vannucchi, ex-corregedor da Secretaria da Fazenda do Estado de SP, por lavagem, corrupção e organização criminosa. Ele foi preso em 2019 sob suspeita de cobrar propina de fiscais investigados na secretaria.

Mina II

Na casa de sua ex-mulher foram encontrados US$ 180 mil e € 1.300 em um “bunker”. Para a juíza, o Ministério Público não conseguiu mostrar a origem ilícita do dinheiro.

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