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Colunista

Folha de São Paulo

Sirene

| 06/06/2020, 09:20 09:20 h | Atualizado em 06/06/2020, 09:23

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), classificou como uma total irresponsabilidade a decisão de organizadores de manter as manifestações contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro para amanhã.

O tucano tem feito uma série de críticas indiretas à atuação do presidente.
O tucano tem feito uma série de críticas indiretas à atuação do presidente. |  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
“Democracia deve ser responsável, não irresponsável”, disse o tucano ao Painel. “O direito à manifestação é constitucional, mas fazer manifestações de grupos antagônicos no mesmo dia, horário e local é irracional”, afirmou.

Atos na semana passada acabaram em confronto com a PM.

Fracasso
Mesmo com pedidos da PM, os grupos decidiram manter os atos. Foram feitas duas reuniões para tentativa de acordo, mas não deu certo, por falta de consenso. Os protestos ocorrem em meio à pandemia do coronavírus. Mais de 34 mil pessoas já morreram no Brasil por causa da doença.

Sem ajuda
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse que não pedirá ajuda da Força Nacional para atuar na capital neste fim de semana, quando grupos pró-Bolsonaro e críticos do Presidente também avisaram que vão às ruas.

Deixa comigo
Ibaneis afirmou que as forças de segurança locais são suficientes para controlar os protestos. “Espero que não haja excessos, mas qualquer manifestação pacífica poderá ser feita”, disse o governador.

RT
Doria compartilhou com amigos e colegas, na última quinta-feira, o vídeo feito pelo movimento Somos 70%. Na peça de divulgação, o criador do grupo, o economista Eduardo Moreira, chama Bolsonaro de ditador. Na última quarta, o governador paulista disse à Folha que não assina manifestos por ser autoridade, mas que eles têm sua solidariedade irrestrita.

Responsáveis
Boletim de ocorrência feito na última quinta-feira pela Polícia Civil e obtido pelo Painel registrou a invasão do hospital de campanha do Anhembi por deputados estaduais de São Paulo como infração de medida sanitária preventiva, artigo 268 do Código Penal.

Xadrez
A legislação prevê detenção de um mês a um ano e multa. Segundo o documento do registro, os deputados Adriana Borgo (Pros), Marcio Nakashima (PDT), Leticia Aguiar (PSL), Coronel Telhada (PP) e Sargento Neri (Avante), por volta das 14h da quinta “compareceram ao local visando fiscalizar os trabalhos realizados”.

Devolução
Os estados do Nordeste acionaram o STF (Supremo Tribunal Federal) para que o governo Jair Bolsonaro suspenda o corte de R$ 83,9 milhões do programa Bolsa Família. O governo federal retirou essa verba do programa para utilizá-la na expansão da publicidade oficial.

Esclarecimentos
Assinado por Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, o documento pede que o governo federal justifique a concentração de cortes no programa na região Nordeste.

Ordens
Após o presidente Jair Bolsonaro distorcer uma nota técnica sobre acesso à saúde sexual e reprodutiva pelas mulheres durante a pandemia emitida pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde na última segunda-feira, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, exonerou dois dos servidores que assinaram o material.

Oficial
Danilo Campos da Luz, coordenador de Saúde do Homem, e Flávia Andrade Fialho, coordenadora de Saúde das Mulheres, ambos da Coordenação-geral de Ciclos da Vida da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, tiveram suas exonerações publicadas ontem no Diário Oficial.

Procura-se
Em suas redes sociais, Bolsonaro escreveu na quarta-feira que estava “buscando a autoria” da portaria “sobre aborto que circulou hoje (ontem) pela internet”. “O MS (Ministério da Saúde) segue fielmente a legislação brasileira, bem como não apoia qualquer proposta que vise a legalização do aborto, caso que está afeto ao Congresso”, escreveu o Presidente.

Antes tarde
A Prefeitura de São Paulo começou a quitar ontem os pagamentos atrasados com fornecedores de marmitas do programa Rede Cozinha Cidadã. O Painel revelou no mesmo dia que quase 70 empresas estavam sem receber.

Tiroteio
“Conto de Aia brasileiro: em pleno surto de gravidezes indesejadas na pandemia, Bolsonaro quer fim de políticas contraceptivas” Da deputada federal Sâmia Bonfim (Psol-SP), sobre as exonerações no Ministério da Saúde após nota técnica que falava de saúde sexual.

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