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Painel da Folha de São Paulo

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Sinal fraco

26/09/2021 10:53:06 min. de leitura

Mais de 70 dias após Jair Bolsonaro indicar André Mendonça para a vaga aberta no STF, Davi Alcolumbre (DEM-AP) segue deixando em dúvida aliados e colegas sobre o que pretende fazer sobre o tema. Pessoas ouvidas pela coluna relatam dados diferentes vindos do político sobre pautar ou não a indicação e quando pretende fazer isso. A única informação que todos têm igualmente: Alcolumbre continua pedindo votos contra Mendonça e permanece dizendo que a indicação será derrotada.

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Alcolumbre defendeu manter o veto de Bolsonaro que proibiu a bagagem gratuita. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Deixa rolar
No meio da semana, Alcolumbre disse a ministros do STF que esperaria o andamento da ação impetrada por senadores para pressioná-lo a marcar a sabatina. Ricardo Lewandowski pediu informações sobre ao presidente da CCJ. O senador tem dez dias para responder.

Logo ali
Outras pessoas dizem, porém, que o parlamentar informou que marcaria para o início de outubro.

Alô
Na noite de quarta, Flávio Bolsonaro passou na residência do presidente do Senado. Segundo relatos, ele foi ao local tratar do assunto e pediu ajuda a Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para solucionar a questão.

Xadrez
Em entrevista a alemães de extrema direita, gravada em 9 de setembro e divulgada essa semana, Bolsonaro atrelou a conversa com Alexandre de Moraes intermediada por Michel Temer à decisão do ministro de revogar a prisão de um jornalista bolsonarista alvo dos inquéritos em andamento no STF.

Ação
Bolsonaro foi criticado por apoiadores por recuar. Questionado sobre a conversa, classificada pelo entrevistador como “branda”, o Presidente disse que a queda do dólar e a melhora dos índices do mercado foram efeitos positivos “de imediato”.

Reação
E continuou a resposta: “Hoje (9) nós tivemos já por parte do Alexandre de Moraes a revogação da prisão de um jornalista e, pelo que tudo indica, (são) novos tempos entre o Executivo e o Supremo”. Naquela data, o ministro revogou a prisão do bolsonarista Oswaldo Eustáquio.

#paz
“Estamos indo muito bem e muito rápido. Temos ainda algumas questões, estou conversando lá, e eu vejo boas notícias. Mas tudo indica, era um casal que estava brigando já há algum tempo e que de repente fizeram as pazes. Está assim nosso relacionamento com o Supremo”, completou.

A ver
O ex-presidente Lula (PT) ainda não decidiu se participará dos atos de 2 de outubro contra Bolsonaro. A direção do PT avalia que ele só deve participar se a manifestação for ampla e contar com a presença de lideranças de outros campos e partidos ou de outros presidenciáveis.

Companheiro
A ideia é evitar a contaminação eleitoral dos atos, opondo somente Lula a Bolsonaro. Caso Fernando Henrique (PSDB) decida ir, por exemplo, aumentam as chances de que o petista compareça, já que eles apareceriam como ex-presidentes.

Calmaria
O clima, por ora, menos tenso no país, devido ao recuo do chefe do Executivo, deve reduzir as expectativas em relação ao tamanho do protesto. Entre outras pautas, as manifestações têm como uma das bandeiras o pedido de impeachment do presidente da República.

Garota...
Marta Suplicy, secretária de Relações Internacionais, causou surpresa internamente na Prefeitura de São Paulo ao fazer ação inspirada em campanha do single “Girl From Rio”, de Anitta.

...de São Paulo
Na quarta, por ocasião do Dia Mundial Sem Carro, ela solicitou um ônibus elétrico com a frase “Girl from SP” e chamou secretárias e políticas para percorrer trajeto até o Terminal Bandeira nele.

Ocupado
A assessoria de sua pasta enviou um email para a de Anitta pedindo autorização para inspirar-se em “Girl From Rio”, mas não teve retorno.

Convite
A secretária agora pede publicamente o apoio da cantora às ações de sua pasta. “Anitta, precisamos de você, Girl from Rio! Nós, mulheres, temos de nos unir na luta por um mundo melhor! Você é bem-vinda! Venha somar com as Girls from SP”, diz Marta.

Tiroteio
“Os depoimentos mostram que tem plano de saúde que deveria mudar de Prevent (prevenir) para Pretend (fingir).”
De Alexandre Padilha (PT-SP), deputado e ex-ministro da Saúde, sobre as denúncias apresentadas contra a operadora Prevent Senior.