Seu quadrado
Folha de São Paulo
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Apesar da tentativa de aproximação com Bolsonaro, Cláudio Castro (PSC) terá dificuldade de se segurar no lugar de Wilson Witzel, afastado pelo STJ, segundo relatos que chegaram ontem ao Planalto.
O vice começou sua interinidade sendo alvo de busca e apreensão. Além disso, a prisão do pastor Everaldo, presidente da sigla, ajuda no enfraquecimento do vice, avaliam políticos. Com isso, por ora, aliados dizem que o Presidente deve se manter distante do governador em exercício.
Foco
A principal preocupação da família Bolsonaro é com a escolha do novo procurador-geral de Justiça do Rio. Como mostrou reportagem da Folha, o clã decidiu que vai tentar influenciar na decisão e o senador Flávio já tinha iniciado aproximação com Castro. Pela Constituição fluminense, o governador é responsável pela nomeação.
Perdido
Apesar da situação considerada delicada, um cenário de perda de mandato de WItzel e Castro, no entanto, ainda não foi assimilado pelo mundo político. Se ocorrer até dezembro, há nova eleição. Ainda não há candidatos postos para esse pleito e, mais grave, pode embolar com a eleição para a Prefeitura do Rio.
Calma
Governadores se falaram várias vezes após a operação no Rio. Segundo relatos, não houve discussão sobre o mérito das acusações contra Witzel, mas questionaram o afastamento do governador por uma decisão monocrática. A medida foi avaliada por alguns como precipitada.
Crise
A debilidade da administração do Rio facilita o trabalho da União nas negociações pela renovação do Regime de Recuperação Fiscal, dizem pessoas envolvidas no tema. O poder de barganha do estado caiu.
Ações
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos reduziu a verba do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM) no Espírito Santo quase à metade em 2020. O orçamento destinado pelo governo federal ao Estado caiu de R$ 1,4 milhão em 2019 para R$ 736 mil neste ano.
Auxílio
O programa, que tem por objetivo “preservar a vida das crianças e dos adolescentes ameaçados de morte, com ênfase na proteção integral e na convivência familiar”, é oferecido em diversos casos, como, por exemplo, à menina capixaba de 10 anos, vítima de violência sexual.
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Paulo Guedes (Economia) deve apresentar aos líderes da base do governo na próxima terça-feira um cardápio de ações que podem ser cortadas para viabilizar o pagamento de R$ 300 pelo Renda Brasil, a partir do ano que vem. Na lista, há itens como auxílio reclusão, salário maternidade, pensão rural e seguro-desemprego. O convite a parlamentares para a conversa foi feito pelo presidente da República.
Vaquinha
O governo precisa de cerca de R$ 25 bilhões para colocar de pé o novo programa, e a ideia é mostrar que o valor do benefício varia de acordo com os cortes de outras ações.
Desvios
Com parte do caminho interditado por Jair Bolsonaro, que disse não querer “tirar dos pobres para dar aos paupérrimos”, Guedes também deverá apresentar como alternativa mudanças constitucionais que eliminam regras de correção automática de despesas públicas, como reajuste de servidores e salário mínimo.
Opções
Entre os candidatos a vereador pelo PDT na cidade de São Paulo, 49,3% são negros e pardos e 42% têm menos de 40 anos, segundo informações da legenda. O partido terá seis candidaturas coletivas (dividida entre mais de uma pessoa) na capital.
Apelido
A ex-servidora fiscal de São Paulo Ideli Dalva Ferrari entrou na Justiça contra um agente aposentado da Secretaria de Fazenda de São Paulo por ter sido chamada por ele de “rainha da corrupção” em delação premiada. Ela foi denunciada pelo Ministério Público por atos de improbidade administrativa.
Cancela
Ideli alega que Ananias do Nascimento tem “clara intenção de prejudicar seu nome e credibilidade” ao mencionar a alcunha e “indisfarçável intuito de colocar em dúvida sua idoneidade”. Os primeiros pedidos foram rejeitados e a ex-servidora pública tenta agora um recurso.
Tiroteio
“O que esperar de um governo que propõe dificultar o acesso a livros e facilita o acesso a armas?”
Do deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), sobre políticas do governo Jair Bolsonaro.
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Painel,por Folha de São Paulo