Sem atropelo
Folha de São Paulo
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Um dos governadores mais alinhados ao presidente Jair Bolsonaro, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, critica colegas engajados em uma “corrida maluca” pela vacina contra a Covid-19.
“É necessário ação única, para evitar tumultos. Se algum município ou estado fizer antes ou depois, vamos estar privilegiando ou prejudicando as pessoas. A Constituição assegura direito à saúde para todos”, diz. O recado é sobretudo para o paulista João Doria (PSDB), que anunciou vacinação para janeiro.
Tranquilo
O governador de Minas Gerais diz que não tem preferência por nenhuma vacina a priori. “Eu quero a que sair primeiro e tiver comprovação de que é eficaz”, diz. Por enquanto, ele não procurou o Instituto Butantan para adquirir a Coronavac, como feito já por nove unidades da Federação.
Sirene
Zema afirma que já há estrutura básica para a vacinação montada no estado. Segundo ele, foram adquiridos 700 refrigeradores e 50 milhões de seringas. As doses serão escoltadas pela PM e Corpo de Bombeiros para todas as regiões de Minas Gerais.
Legalize já
Com a eficácia da vacina da Pfizer confirmada pela agência americana FDA, o governador Wellington Dias (PT-PI) encaminhará pedido à Anvisa para validar o imunizante no Brasil em 72 horas. Ele preside o consórcio de governadores do Nordeste e lidera os gestores locais no tema. “Vamos adotar com qualquer outra vacina que tenha aprovação por agência reguladora prevista na lei”, diz.
Companheiro
Um dos argumentos usados por Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para conseguir apoio entre partidos de esquerda à sua campanha a presidente da Câmara é o fato de ter sido ministro da Cidades de Dilma Rousseff (PT). Na pasta, teve responsabilidades sobre bandeiras estratégicas do governo federal, como o PAC e o Minha Casa Minha Vida.
Teve isso
Opositores lembram, no entanto, que Ribeiro não reagiu bem ao ser substituído pela então presidente em 2014. Dois anos depois, votou pelo impeachment de Dilma no plenário da Câmara, onde era deputado.
Álbum de família
Em lua de mel com o Psol, o PT colocou em seu site uma foto de 2016 da então presidente Dilma abraçando Guilherme Boulos em evento do Minha Casa Minha Vida no Palácio do Planalto. A imagem ilustra texto crítico à política habitacional do governo de Jair Bolsonaro.
Pátria amada
O diretor da Ceagesp em São Paulo, Ricardo Mello Araújo, disparou convites para permissionários e funcionários vestirem as cores da bandeira do Brasil na visita de Jair Bolsonaro, na próxima terça. Segundo ele, será um momento único e inesquecível para companhia.
Ordem unida
Araújo, coronel da reserva da PM, foi nomeado em outubro por Bolsonaro para dirigir a central de abastecimento. Durante a posse, disse que confia em “Deus e no presidente eleito pelo povo” e avisou que vai limpar a Ceagesp. O Presidente retuitou o vídeo em suas redes.
Furta-cor
Em nota, a assessoria de imprensa da Ceagesp diz que adotou o uniforme para representar a força que a empresa tem, como maior entreposto da América Latina. Nem todos gostaram da ideia. Há permissionários que prometem vestir preto ou laranja.
Sincerão
Entidades que participavam de uma sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reclamam de uma fala do presidente do STF, Luiz Fux, em que se refere a elas como “inimigas da Corte”. A reunião, em novembro, tratava de audiências de custódia virtuais.
Latim
“Vamos ouvir as opiniões de vários amici curiae que se inscreveram. [...] Mas se tem admitido amigo da Corte que fala contra a Corte, então é inimigo da Corte”, diz. As entidades são contra as audiências virtuais, defendidas por juízes.
Descortesia
“É lamentável que o presidente da Suprema Corte desconheça a função do amicus curiae ou dela faça troça”, diz Hugo Leonardo, presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), uma das entidades presentes.
Sem ofensa
O CNJ diz que a fala de Fux teve a intenção de “descontrair o ambiente” e que ele é “um entusiasta da participação de amicus curiae em julgamentos, pois sempre colaboram com informações especializadas de que o conselho nem sempre dispõe”.
Tiroteio
“Para os filhos do Lula, prova robusta de inocência não basta. Para os de Bolsonaro, nem prova de favorecimento é suficiente...”
De Marco Aurélio de Carvalho, advogado de Fábio Luís Lula da Silva, sobre serviço gratuito de uma empresa a Renan Bolsonaro.
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Painel,por Folha de São Paulo