Sem amarras
Folha de São Paulo
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Embora o Ministério da Saúde diga que toda a produção do Butantan “sem exceção” será adquirida pelo governo federal, o instituto segue com planos de exportar parte das vacinas, e acredita que poderá manejar como quiser o que exceder o número de 46 milhões de doses para o SUS.
O órgão negocia vender 10 milhões para a Argentina, por exemplo. “A negociação (com o país vizinho) é com vacinas adicionais à de um possível acordo com o ministério”, diz Dimas Covas, diretor do Butantan.
Cadeira vazia
Chamou a atenção dos presentes à reunião com os governadores que João Doria (PSDB) não tenha enviado emissários ao encontro que selou a entrada da Coronavac, feita no Butantan, no Plano Nacional de Imunização (PNI).
Folhinha I
O governo de São Paulo diz que a data de início da vacinação em 25 de janeiro está mantida, mas que pode mudar seus planos para adequá-los à estratégia nacional.
Folhinha II
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o plano de São Paulo está “pronto para ser colocado em prática em 25 de janeiro”. “Porém, em caso de definição do plano nacional, São Paulo seguirá orientações para as estratégias de vacinação, o que inclui a definição não só dos grupos prioritários, como de faseamento”, diz, em nota.
Rubrica
O Ministério da Saúde informou a governadores, em reunião, ontem, que apenas quem tomar a vacina da Pfizer terá que assinar o termo de consentimento, isentando o governo de responsabilidade por complicações do imunizante.
Padrão
A fabricante incluiu a exigência no contrato que assinou com o governo brasileiro. Segundo o ministério informou aos governadores, o laboratório requisitou a mesma cláusula a todos os países que estão comprando a sua vacina.
VAR
Aliado de Renato Bolsonaro, irmão do Presidente, o prefeito eleito de Pariquera-Açu, Wagner Costa (PL), obteve liminar para suspender a eleição para comandar o consórcio do Vale do Ribeira (Codivar), vencida por um nome apoiado por João Doria.
Guerra jurídica
O argumento usado foi de que, segundo o estatuto do consórcio, a escolha do Presidente deve ocorrer no ano seguinte à diplomação dos prefeitos eleitos. Ezigomar Pessoa (PSDB), prefeito de Miracatu e atual presidente, diz que o estatuto foi mudado e afirma que vai recorrer.
Fora da validade
Levantamento do deputado Ivan Valente (Psol-SP) sobre a Lei de Acesso à Informação (LAI) mostra escalada dos pedidos de recursos que não foram julgados pela Controladoria-Geral da União (CGU) dentro do prazo previsto. Até novembro, 25 passaram do prazo, contra 11 em 2019 e nenhum em 2018.
Nem aí
“Temos observado extensão nos prazos e perda de qualidade das respostas. Há percepção de que neste governo também aumentou o número de pedidos negados”, diz o advogado Bruno Morassutti, da agência Fiquem Sabendo.
Aceno
Um dos elementos que ajudaram a abater a candidatura de Marcos Pereira (Republicanos) à presidência da Câmara foi a promessa de que o partido poderá ocupar o Ministério da Cidadania na reforma ministerial de 2021. Pereira diz que não ouviu falar da oferta.
Dia cheio
A desistência de Marcos Pereira começou pela manhã, com a tentativa frustrada de deputados do Republicanos de convencer Rodrigo Maia (DEM) a lançar seu nome. Pereira e Maia tiveram uma conversa dura, mas foi só à tarde, após ouvir Arthur Lira (PP), que ele desistiu de concorrer.
Contrapeso
O grupo Direitos Já, de defesa da democracia, enviará carta aos parlamentares sobre a eleição para presidentes da Câmara Federal e Senado, pedindo um Legislativo “independente do Poder Executivo e sua agenda retrógrada”.
Multicor
O texto foi escrito após encontro virtual em que participaram representantes de 11 partidos, como Tarso Genro (PT), Randolfe Rodrigues (Rede), José Aníbal (PSDB) e Orlando Silva (PCdoB).
Novos ares
Presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Josué Neto (Patriota) foi eleito por seus pares para vaga no Tribunal de Contas do Estado (TC-AM). Ele é um dos líderes no estado da construção do Aliança Pelo Brasil, partido que Jair Bolsonaro queria criar, mas desistiu.
Tiroteio
“O Senado relembrou que política externa é política pública, sujeita a obrigações como a prevalência dos direitos humanos”
De Camila Asano, diretora de programas da Conectas, sobre a rejeição da indicação de Fabio Marzano para embaixador em Genebra.
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Painel,por Folha de São Paulo