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Colunista

Folha de São Paulo

Segredo de Estado

| 01/02/2020, 10:27 10:27 h | Atualizado em 01/02/2020, 10:34

O ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni.
O ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni. |  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Casa Civil da Presidência da República foi o único ministério do governo de Jair Bolsonaro que se recusou a informar os nomes dos passageiros que acompanharam o ministro Onyx Lorenzoni em voos da Força Aérea Brasileira (FAB), no ano de 2019. Em resposta a pedido feito pela Folha, por meio da Lei de Acesso à Informação, a pasta afirmou que “não foram produzidas listas de passageiros nas solicitações dos voos”, mas apenas a data, o destino e o número de pessoas.

Exceção
A manifestação diverge da fornecida por praticamente toda a Esplanada. Os demais ministérios procurados, além de Marinha, Aeronáutica e Exército, forneceram as informações solicitadas no final do ano passado.

Silêncio
A Casa Civil foi procurada na quinta e ontem, mas não respondeu aos questionamentos enviados pelo Painel.

Viagem
A mais recente crise do governo envolveu a demissão do número dois de Onyx, na última terça-feira. Vicente Santini foi afastado após ele e duas assessoras irem a Davos (Suíça), onde participaram do Fórum Econômico Mundial, e para a Índia, onde o Presidente cumpria agenda oficial.

Panos quentes
Os ministros Augusto Heleno (GSI) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) visitaram Onyx no gabinete dele para apaziguar os ânimos no Planalto. Saíram de lá propagandeando a versão de que a conversa foi agradável e que o chefe da Casa Civil disse ser “um soldado do governo”.

Queima filme I
As críticas a Abraham Weintraub (Educação) provocaram, nesta semana, reações no mercado financeiro. Grandes investidores avaliam que ele reforça a imagem de que o Brasil é um País pouco maduro e que, à exceção de Paulo Guedes (Economia), trata-se de uma administração disfuncional.

Queima-filme II
Uma das teses de gestores ouvidos pelo Painel é de que uma eventual substituição do MEC poderia até gerar otimismo no mercado. Ontem, Bolsonaro publicou nas redes sociais uma foto com o ministro.

Montanha
Desde que o governo divulgou o resultado do Enem, há duas semanas, 50 ações foram ajuizadas contra a União. A maior parte delas, 39 casos, reivindica a revisão de notas em ações individuais. Milhares de resultados foram divulgados com erros.

Stop
A Polícia Federal foi chamada para auxiliar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na triagem de passageiros que chegam da China. Se houver suspeita de contaminação, o órgão vai tentar identificar outras pessoas que tiveram contato mais próximo, no mesmo avião ou em navios.

Por quê?
Técnicos do Ministério da Justiça receberam no fim desta semana uma série de questionamentos sobre os nomes da lista de mais procurados do país. Representantes de estados querem saber os critérios que foram utilizados.

Ataque I
A procuradora Thaméa Danelon, que coordenou a Lava a Jato em São Paulo, e a juíza Diana Maria Vanderlei, da 5ª Vara Federal do Distrito Federal, pediram para ingressar como assistentes de acusação na causa em que o jornalista Glenn Greenwald e outras seis pessoas são acusadas de hackear telefones de autoridades.

Ataque II
Mensagens de Thaméa com Deltan Dallagnol foram reveladas pelo The Intercept. Nelas, a procuradora oferece engajar movimentos como o Vem pra Rua e o Nas Ruas para pressionar o STF. Já Diana aparece na lista de pessoas que teriam sido alvo dos hackers, segundo a denúncia. Glenn nega ter participado da invasão dos telefones.

União
Senadores que integram o grupo Muda Senado querem aprovar no início deste ano um projeto de resolução que regulamenta processos legislativos e determina que haja reunião de líderes toda semana no Senado.

E eu?
Parlamentares reclamam que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cancelou os encontros que havia semanalmente com os cabeças de cada partido para definir a pauta de votações.

Fala
“O presidente optou por fazer um regime imperial no Senado”, diz Alessandro Vieira (Cidadania-ES). Procurado, Davi não quis comentar.

Tiroteio
“Quem se apresentou ao País como paladino da moralidade agora se mostra um grande cúmplice da criminalidade.” De Gleisi Hoffmann, presidente do PT, sobre Sergio Moro ter excluído da lista de procurados miliciano ligado a gabinete de Flávio Bolsonaro

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