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Painel da Folha de São Paulo

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Se gritar

02/10/2021 11:48:43 min. de leitura

As conversas entre Jair Bolsonaro e o PP avançaram nos últimos dias. Ministro da Casa Civil e comandante nacional da sigla, Ciro Nogueira (PI), começou a consultar oficialmente os diretórios estaduais a respeito da filiação.

Segundo dirigentes, apesar de resistências locais, Nogueira atua para acomodar o presidente da República e concretizar o assunto em breve. A mudança para o PP seria o retorno de Bolsonaro ao partido em que esteve por 11 anos, entre 2005 e 2016.

Amigos

O presidente se aproximou ainda mais do centrão em um momento de fragilidade do seu governo, quando se viu ameaçado por mais de cem pedidos de impeachment protocolados na Câmara, por investigações no STF e pelo avanço da CPI da Covid.

Mi casa

Em entrevista em julho, Bolsonaro afirmou que procurava um partido para “chamar de seu”.

“Tentei e estou tentando um partido que eu possa chamar de meu e possa, realmente, se for disputar a Presidência, ter o domínio do partido. Está difícil, quase impossível”, disse.

Prioridade

Ao contrário da manifestação do último dia 12 de setembro contra o presidente Jair Bolsonaro, quando subiu ao palanque e discursou ao lado do MBL, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), não pretende participar na Avenida Paulista do ato hoje.

Uai!

O governador viajou para Minas Gerais ontem, onde cumpriu agenda com o governador Romeu Zema (Novo). Ele ficará no estado para participar de eventos das prévias tucanas, sob o argumento de que o momento é de foco na militância.

O estado é reduto de Aécio Neves, que tem feito articulações a favor de Eduardo Leite, seu rival na disputa interna do PSDB.

Pop

Um grupo de artistas promete presença nos atos contra o presidente Jair Bolsonaro hoje. Em São Paulo, estarão músicos como Otto, Thunderbird, Zélia Duncan e o rapper Dimomo. O protesto do Rio terá participação de nomes como Paulo Betti, Luísa Arraes e Caio Blat.

Barbárie

A Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara aprovou um requerimento na última quinta-feira (30) para solicitar investigação sobre a menina estuprada em Minas Gerais que teve o direito ao aborto legal negado na Justiça.

O colegiado acatou pedido feito pela deputada federal Fernanda Melchionna (Psol-RS).

Na mira

A PF ouviu ontem o deputado Filipe Barros (PSL-PR) na investigação sobre o vazamento do inquérito do ataque hacker ao TSE utilizado por Jair Bolsonaro para levantar a tese de fraude na eleição de 2018 em entrevista no dia 4 de agosto.

Quem foi?

O parlamentar foi questionado, entre outros fatos, sobre como soube da existência do caso sigiloso em andamento na superintendência da PF no DF.

A investigação se dá dentro do inquérito das fake news e foi aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a pedido do TSE.

Colegiado

Procuradores vão acionar o Conselho Superior do Ministério Público Federal contra as nomeações do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, para o comando das Procuradorias no Maranhão, no Distrito Federal e para o cargo de procurador eleitoral em Pernambuco.

Por aí, não

“É algo que afeta a atuação final da instituição, não é algo de livre nomeação. Não dá para ser encarado como uma mera rotina administrativa de nomeação e exoneração”, afirma o procurador Júlio José Araújo Júnior, diretor da Associação Nacional dos Procuradores.

Cancela

Sob a justificativa de problemas técnicos, entidades ligadas à advocacia suspenderam por tempo indeterminado o lançamento de um aplicativo que iria avaliar juízes de todo o país conforme critérios que iam de “cortesia” e “imparcialidade” a “agilidade e dedicação em benefício da duração razoável do andamento do processo”.

Contra

“A ideia (desse aplicativo) é exercer pressão. Criar uma visão própria de um juiz que vai ter uma certa sensibilidade com determinados temas. O juiz já é avaliado pelas corregedorias dos tribunais e pelo Conselho Nacional”, diz Eduardo Brandão, presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil).

Tiroteio

“É uma fusão totalmente fisiológica, na qual terão dinheiro e tempo de TV, mas não terão votos”

De Bibo Nunes (PSL-RS), deputado federal, sobre a possibilidade de PSL e DEM se juntarem para fundar um novo partido