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Colunista

Folha de São Paulo

Recalculando

| 25/03/2021, 10:42 10:42 h | Atualizado em 25/03/2021, 10:44

O escolhido por Marcelo Queiroga para supostamente coordenar um grupo sobre protocolos de combate a Covid-19 é um dos maiores críticos do País sobre a utilização da cloroquina, remédio defendido por Jair Bolsonaro.

Carlos Carvalho, professor da USP, apontou desde o início da pandemia que não havia comprovação de eficácia do medicamento. O novo ministro da Saúde pediu os protocolos usados no Hospital das Clínicas e no InCor, onde ele trabalha, para levar a todo o Brasil.

Referência
Conhecidos como berços da ciência, os hospitais não utilizam cloroquina e ivermectina no tratamento do coronavírus. Em abril de 2020, Carvalho comparou a eficácia da cloroquina contra Covid-19 à da Novalgina – ou seja, nenhuma.

Atropelo
O médico diz ao Painel, no entanto, que embora tenha tido seu nome anunciado pelo ministro, ele não vai ter um cargo específico.

Apoio
“Me comprometi a ajudar nesse momento crítico. Não farei parte de ministério”, afirma Carvalho. “Coordeno a TeleUTI do InCor HCFMUSP [Hospital da Faculdade de Medicina da USP], tendo realizado mais de 7.000 atendimentos em diferentes hospitais públicos do estado de SP. Nesse sentido, capacitação de equipes e teleconsultoria, disse que poderia contribuir”, completa.

Sinais
Hoje, Queiroga visitará o InCor, em São Paulo, em sua primeira viagem como titular da pasta. Será recebido por Roberto Kalil Filho e Adib Jatene.

Disputado
Quem está incomodado com a movimentação é o governador João Doria (PSDB-SP). Carvalho é membro do centro de contingência da Covid-19 de São Paulo, criado pela gestão do tucano, que só soube da colaboração de Carvalho com o governo federal durante a entrevista coletiva de Queiroga.

No limite
A falta de anestésicos para uso em UTIs fez a Santa Casa de São Carlos, no interior de São Paulo, emitir comunicado em que diz que, caso não consiga comprar o insumo em dois dias, deve parar de receber novos pacientes com coronavírus.

Horrores
Médicos relataram à coluna que o momento é crítico no local. Além da falta de medicamento, 24 enfermeiros e técnicos de enfermagem pediram demissão ontem. Não há perspectiva de recebimento do remédio.

É o fim
A interpretação de auxiliares de Bolsonaro sobre a mensagem lida ontem por Arthur Lira (PP-AL) foi de que o presidente da Câmara reproduziu o que empresários lhe sinalizaram em jantar no início desta semana: se Ernesto Araújo (Itamaraty) e Ricardo Salles (Meio Ambiente) permanecerem ministros, será impossível continuar apoiando o governo.

Fala, PIB
A leitura é a de que Lira entendeu da conversa com os maiores empresários do País na segunda-feira que Bolsonaro não terá apoio nenhum nem chance de se reeleger se mantiver o perfil ideológico em alguns setores, especialmente nas relações exteriores.

Recadinho
Auxiliares do presidente da República afirmam ter entendido que a mensagem de Lira foi “ou eu ou Ernesto Araújo”.

Comeu...
Presidente da frente de Segurança Pública, o deputado Capitão Augusto (PL-SP) disse ao Painel que Jair Bolsonaro ficou para trás com a decisão de João Doria (PSDB-SP) em iniciar a vacinação de policiais e professores a partir de 5 de abril.

...Poeira
Ele disse que encaminhou ofícios sobre o tema a Bolsonaro e a André Mendonça (Justiça), e a Doria e Rodrigo Garcia (DEM-SP), vice-governador, que reagiram primeiro. O presidente vive desgaste com a categoria após ter ignorado seus pleitos na votação da PEC Emergencial.

Compromisso
O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), convocou governadores para uma primeira reunião após a criação do comitê anti-Covid. O encontro, virtual, foi marcado para amanhã.

Liderança
O grupo foi anunciado ontem após reunião de Bolsonaro com a cúpula dos três Poderes e governadores. Segundo presentes, a ideia do comitê foi de Pacheco, e não do Presidente.

Tiroteio
“O negacionismo macabro merece ação imediata. Abrir agora a CPI, que o presidente do Senado está sentado em cima.” Do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), sobre Rodrigo Pacheco (DEM-MG) ter dito que o negacionismo se tornou brincadeira macabra.
 

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