Raiz
Folha de São Paulo
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O caso de um estudante que acusa a Defensoria Pública da Bahia de negligência e racismo mobilizou entidades de defesa da causa negra.
Janedson Carneiro de Almeida, de 26 anos, denunciou que um aluno considerado branco entrou na Universidade Estadual da Bahia (Uneb) usando o sistema de cotas, tirando o seu lugar. Segundo relata o estudante, uma defensora pública se recusou a pegar o caso por ser contra cotas raciais e dizendo que não via chance de êxito na Justiça.
Recurso
Janedson levou ao conhecimento da Uneb que o estudante considerado branco havia tido sua declaração racial rejeitada quando tentou ingressar na Universidade Federal da Bahia (UFBA). A estadual, porém, não acatou a reclamação, e disse que nas suas regras o acesso por cota ocorre por meio da autodeclaração.
Vazio
Após a primeira recusa da defensoria, Janedson procurou a ouvidoria, que designou um novo defensor. Ele venceu a causa, mas não com o argumento de subversão das cotas: o outro aluno desistiu do curso.
Mensagem
O caso de Janedson fez com que Frei David, da Educafro, enviasse cartas a todas as defensorias do País para alertar sobre o que chamou de racismo estrutural nas instituições. Apenas o Rio informou que faria cursos de aperfeiçoamento.
Outro lado
A defensoria da Bahia afirma que soube do caso apenas após a carta de David e rejeitou que este seja um episódio de racismo. A Uneb diz que os critérios de validação do ingresso por cotas levam em consideração a autodeclaração e dados socioeconômicos, diferentemente da UFBA, em que o critério é exclusivamente fenotípico.
Abismo
Com a provável prorrogação do auxílio emergencial até o fim do ano, enquanto o Renda Brasil não fica pronto, pessoas próximas a Paulo Guedes (Economia) defendem que Jair Bolsonaro reduza o pagamento de R$ 600 para R$ 300 para evitar o degrau no momento do lançamento do novo programa.
Na roda
Na reunião marcada pelo Presidente para a próxima terça-feira com líderes da base do governo, no Palácio da Alvorada, a ideia de Guedes é entregar a responsabilidade por decidir o futuro do Renda Brasil para a ala política do governo, incluindo o ministro Onyx Lorenzoni (Cidadania).
Bolo
Número dois do general Eduardo Pazuello na Saúde, o secretário-executivo Elcio Franco disse na última quinta que os R$ 13,8 bilhões repassados a estados e municípios para o combate ao coronavírus devem ser usados pelo gestor segundo sua avaliação, e não obedecendo aos carimbos feitos por deputados aliados no Congresso.
Regra
“Essa portaria, vou falar aqui orientado pelo ministro, ela provê recursos para estados e municípios referentes a medidas provisórias de créditos extra-orçamentários para enfrentamento da Covid-19. A portaria na sua finalidade coloca bem claro que é para os gestores de saúdes de estados e municípios. Era para enfrentar ou para se preparar para enfrentar”, disse.
Carinho
Em um afago à nova base aliada, a Secretaria de Governo, comandada por Luiz Eduardo Ramos, chamou deputados para carimbarem a verba, segundo a preferência de cada um. A divergência com secretários estaduais e municipais sobre como gastar o dinheiro criou impasse em muitos estados.
Prevenção
Se um recurso de Wilson Witzel (PSC-RJ) chegar ao STF, o pedido deve ser distribuído como um caso novo. Segundo ministros, ainda não subiu ao Supremo nenhum questionamento das operações recentes de suspeita de desvios da saúde no Rio e, portanto, não há relator definido.
Advertido
O Banco Central multou no último dia 18 o advogado Luis Gustavo Rodrigues Flores, criminalista que atuou em diversos acordos de delações premiadas, como no do doleiro Alberto Youssef.
Sem avisar
De acordo com o informe do órgão, Flores descumpriu normas por não comunicar bens e valores que possuía fora do território nacional. A pena foi de R$ 25 mil, a mais alta que o BC pode aplicar em casos como esse. O advogado afirma que pagou os tributos, mas fora do prazo.
Tiroteio
“Enquanto Bolsonaro, Moro e Mendonça faziam de conta que priorizam a segurança, sobem os homicídios no Brasil”
De Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, sobre alta de 6% no número de assassinatos no 1º semestre.
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Painel,por Folha de São Paulo