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Folha de São Paulo

Racha

| 14/06/2020, 11:41 11:41 h | Atualizado em 14/06/2020, 11:51

A operação da Polícia Federal que atingiu Alberto Beltrame no Pará dividiu o grupo do Conass, conselho presidido por ele e composto por todos os secretários estaduais de Saúde.

De um lado estão aqueles que veem uso político da PF para intimidar críticos do presidente Jair Bolsonaro. Eles propuseram que todos entregassem seus cargos ou que todos solicitassem auditorias dos tribunais de contas. Foram voto vencido. Nem para divulgar nota houve consenso. Recuaram ontem.

Modo avião
O debate tem acontecido no WhatsApp. Beltrame está no grupo, mas decidiu não se posicionar para não advogar em causa própria. Os secretários que não aceitaram colocar os cargos à disposição e viam até a nota com cautela têm optado por falar pouco. Alguns deles nem atendem mais seus telefones.

Mais fracos
Entre os mais enraivecidos com a ação da PF há a avaliação de que o Presidente conseguiu o efeito esperado: atingiu a coesão do Conass e minou sua força.

De frente
Nas últimas semanas, o grupo teve papel importante na pressão para que o Ministério da Saúde recuasse da decisão de restringir a divulgação de dados do Covid-19.

Segura
A operação da PF no Pará chegou a ser marcada e cancelada. Envolvidos no pedido dizem que o motivo foi o suposto envolvimento de Erick Vidigal, que era assessor da Procuradoria-Geral da República. Ele foi alvo de busca e apreensão.

Tabelinha
O primeiro pedido de medidas foi ao Superior Tribunal de Justiça no dia 22 de maio, mesma data que o investigado anunciou que se desligaria de suas funções. Se tivesse permanecido, a PGR poderia entrar nos endereços de buscas. No mesmo momento, ele também renunciou ao cargo na Comissão de Ética Pública da Presidência.

Resenha
Antes de começar a sessão virtual do STF do julgamento da ação que questiona a legalidade do inquérito de fake news, na última quarta-feira, o ministro Luís Roberto Barroso fez uma ponderação sobre o papel de Alexandre de Moraes. Disse que o Supremo teria que voltar a discutir no futuro se o magistrado pode julgar as ações do caso.

Registro
Na conversa, ainda com câmeras desligadas, Barroso lembrou que o colega está participando diretamente da produção de provas neste momento na investigação.

Sinal verde
Ministros do TCU e do STF consultados pelo Painel dizem não ver conflito de interesses no fato de Fábio Faria (PSD-RN) ter de decidir sobre distribuição de verbas para emissoras, entre elas o SBT. Ele é genro do apresentador e empresário Silvio Santos.

Segue o jogo
Para os magistrados, como o novo ministro das Comunicações não é sócio do canal e é casado sob regime de separação total de bens, não há problema.

Deixa disso
A Procuradoria do Distrito Federal arquivou nos últimos dias uma denúncia anônima, acompanhada de pedido de investigação, contra o presidente do PTB, Roberto Jefferson.

Indecoroso
O procurador Frederico Paiva afirmou no despacho que as declarações do ex-deputado são desprezíveis, mas não configuram crime. “A manifestação ora em análise, embora lamentável, desprezível e grosseira, não constitui, sequer em tese, ilícito penal”, escreveu.

No escuro
Quase dois anos sem contato com Adélio Bispo, um sobrinho do homem que atacou Bolsonaro com uma faca foi autorizado pela direção da Penitenciária Federal de Campo Grande a escrever um e-mail de no máximo três linhas para o tio.

Sem sinal
O atendente de pizzaria Jefferson Oliveira, que vive em Campinas (SP), reclama, porém, que ainda não conseguiu se comunicar com o familiar por falta de apoio do advogado Zanone Júnior e da Defensoria Pública, que atualmente defende Adélio.

Troca
O diretor-executivo da Polícia Federal, Carlos Henrique Oliveira, nomeou na última sexta-feira Simone Guerra para o cargo de coordenador-geral de Cooperação Internacional. A delegada estava na Abin e é da confiança de Alexandre Ramagem, que teve a nomeação para diretor-geral da PF suspensa pelo STF.

Tiroteio
“Bolsonaro precisa ser responsabilizado criminalmente. Precisa pagar caro por incentivar comportamento grotesco. Basta”

De Heni Ozi Cukier (Novo-SP), deputado estadual, sobre invasão e vandalização de hospital no Rio um dia após incentivo do Presidente.

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