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Colunista

Folha de São Paulo

Quebra pau

| 26/02/2021, 10:10 10:10 h | Atualizado em 26/02/2021, 10:13

A maior apreensão de madeira supostamente extraída de forma ilegal virou motivo de atrito entre a Polícia Federal e o Exército. A briga, revelada pelo Painel, foi parar no Palácio do Planalto. O Exército, que ficou com a responsabilidade de cuidar de milhares de metros cúbicos de material apreendido, avisou por meio de ofício que retiraria suas tropas dos locais, sem explicar o motivo. A PF reagiu e ameaçou abrir inquérito contra militares que abandonassem a missão.

Fotografia
Realizada de maneira conjunta entre os dois órgãos, a operação ganhou projeção pelas imagens com áreas enormes de madeiras recuperadas. A investigação ainda está em andamento.

Ácido
A resposta da PF irritou militares. O delegado da ação afirmou no documento que o Exército não tinha prerrogativa para abandonar a missão. O policial disse que havia risco de o material desaparecer e, que se isso ocorresse, um inquérito seria aberto “para apurar responsabilidades sob as penas da lei.”

Braço forte
Com o escalonamento da crise, o Exército ganhou a queda de braço. Segundo o vice-presidente Hamilton Mourão, as tropas vão deixar o local no dia 6 de março. Ele afirmou à coluna que a PF errou por ter feito o documento e ainda ameaçar os militares. “Essa situação foi um equívoco por parte da Polícia Federal, já devidamente acertado com o Ministério da Defesa”, disse o general.

Palestra
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, recebeu um jantar de homenagem na quarta-feira com a presença de 22 empresários. Na avaliação que fez sobre o Brasil disse que a permanência de Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Ernesto Araújo (Itamaraty) atrapalha a imagem do governo. Afirmou que, em sua opinião, são os dois ministros mais fracos de Jair Bolsonaro.

Tá ok
Ele fez elogios a Paulo Guedes (Economia) e Tereza Cristina (Agricultura), além de seu correligionário Fábio Faria (Comunicações). Também a Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PP-AL).

Vida segue
O jantar estava marcado antes de a Polícia Federal indiciar Kassab, sob suspeita de caixa 2 e corrupção. Ninguém o questionou sobre o tema, segundo relatos. Ontem, ele foi denunciado pelo Ministério Público, sob acusação dos mesmos crimes. O ex-prefeito sempre negou todas as acusações.

Nada a ver
Autor da PEC da Imunidade Parlamentar, Celso Sabino (PSDB-PA) causou irritação profunda em seus colegas de partido ao tomar a frente da proposta, vista como uma blindagem de políticos. Os tucanos começaram a se movimentar para que seu processo de expulsão do partido volte à pauta.

Lembrança
Bruno Araújo, presidente do PSDB, diz que “há forte demanda pela retomada”. Sabino virou alvo de processo de expulsão ao articular com o Centrão, comandado por Arthur Lira (PP-AL), para assumir a liderança da maioria na Câmara. Ele coordenou a campanha do agora novo presidente da Casa.

Pare
Kim Kataguiri (DEM-SP) entrou com um mandado de segurança para interromper a tramitação da PEC. Segundo ele, o texto impede o cidadão de processar um congressista por danos morais ou calúnia e difamação.

Moleza
Para o deputado, se um parlamentar fizesse alguma ofensa ou falsa imputação de crime, a única punição prevista no texto da proposta seria a responsabilização perante o conselho de ética.

Pautas
As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, compostas de movimentos sociais (MTST, MST), sindicatos e partidos, vão lançar um manifesto pelo pagamento de auxílio emergencial de R$ 600 até dezembro, pela aceleração da vacinação e pelo afastamento de Jair Bolsonaro.

Apoio
Elas querem a adesão de grupos da sociedade civil em defesa da democracia, como Basta!, Juntos e Somos.

Passagem
Um deles, o Direitos Já!, lançou seu próprio manifesto ontem. O texto propõe o pagamento de auxílio também de R$ 600 pelo mesmo período e cria uma regra de transição para quando a pandemia arrefecer, segundo a qual o valor do benefício seria reduzido em R$ 50 mensalmente.

Tiroteio

“O cúmulo da fantasia é acusar Eduardo Cunha de solicitar vantagem em prol de um de seus maiores inimigos políticos”.
De Pedro Ivo Velloso, advogado do emedebista, sobre a denúncia da PGR que diz que ele repassou valores a Arlindo Chinaglia (PT).

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