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Painel da Folha de São Paulo

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Quase lá

13/11/2021 10:53:14 min. de leitura

DEM e PSL planejam concluir na terça-feira o que resta de trâmites burocráticos de sua responsabilidade para a criação da União Brasil, sigla resultante da fusão dos dois. A informação é da equipe jurídica do PSL, que afirma que todas as certidões negativas de ambos os partidos já foram emitidas e que falta somente o cartório registrar a ata do partido. 

Depois disso, o passo final será protocolar a documentação junto ao TSE e aguardar a conclusão do processo.

Arestas 

Um mês após sua cerimônia oficial de criação, a União Brasil acumula mais tensões e crises do que articulações efetivas. Há divisões a respeito da escolha de candidatos presidenciais, que ficaram mais fortes nos últimos dias com a filiação de Sergio Moro ao Podemos e seu discurso na última quarta-feira.

Trombada 

Há também indecisões a respeito do controle de diretórios estaduais. Em São Paulo, por exemplo, ocorre uma das principais disputas, com Milton Leite (DEM), presidente da Câmara Municipal de São Paulo, de um lado e Júnior Bozzella (PSL), deputado federal, de outro.

Bombou 

Sergio Moro e o Podemos foram os dois assuntos cujas buscas no Google mais cresceram nas 24 horas após sua filiação. A procura pelo partido cresceu 1.200% enquanto as consultas por Moro subiram 600% entre quarta e quinta, se compararmos com o dia anterior, segundo dados do Google Trends.

É o quê? 

Os temas relacionados mais procurados eram se o Podemos é um partido de direita ou esquerda e se Moro seria candidato. O aumento na procura levou o ex-ministro a figurar entre as personalidades da política mais buscadas nas últimas 24 horas, atrás apenas de Bolsonaro.

Lombada 

Paulo Skaf (MDB) tem relatado a aliados que a chegada de José Luiz Datena ao PSD pode embaralhar seus projetos para 2022. O plano A do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é concorrer ao Senado pelo PSD, com Geraldo Alckmin (PSDB, de saída provável para o PSD) como candidato a governador.

Calma 

Skaf tem dito crer que será apoiado por Jair Bolsonaro e conseguirá um armistício entre Alckmin e o Presidente na campanha, já que a prioridade de Bolsonaro é que o tucano Rodrigo Garcia, aliado de seu antagonista João Doria (PSBD), perca a disputa.

Fica 

A cúpula do PL tem se movimentado para evitar uma debandada de parlamentares e filiados dos seus quadros em estados do Nordeste após a confirmação da filiação de Jair Bolsonaro.

...vai ter bolo 

Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, divulgou ontem uma nota oficial em que afirma que as decisões sobre coligações nas eleições de 2022 em Pernambuco serão tomadas pela direção estadual do partido.

Preferido 

A nota foi interpretada como tentativa de Costa de evitar a saída de quadros que temem estar no lado oposto ao do ex-presidente Lula, que tem preferência do eleitorado na região.

Na mira 

O deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ) tenta derrubar na Câmara o decreto publicado por Bolsonaro na última quinta-feira que dá exclusividade ao Ministério do Trabalho na fiscalização de relações de emprego.

Aqui não

Freixo protocolou proposta de decreto legislativo para sustar a medida vista pelo órgão como sem respaldo legal e com capacidade para criar insegurança jurídica.

Trato feito 

Após um acordo extrajudicial, uma juíza de Marília (SP) extinguiu um processo que penhorava parte da fazenda da família do ministro Dias Toffoli, devido a uma dívida do seu irmão, o ex-prefeito José Ticiano Dias Toffoli.

Devo 

Ticiano, que tentou se reeleger à prefeitura do município paulista pelo PT em 2012, foi condenado a pagar R$ 312 mil a um posto de combustíveis por débitos contraídos pela sua campanha que não haviam sido quitados.

Não nego 

Toffoli e os outros sete irmãos foram intimados para definirem se tinham interesse em comprar preferencialmente a parte de Ticiano no terreno, que custava R$ 217 mil. Nenhum deles manifestou essa vontade.

Tiroteio

“Bolsonaro é perverso com o Meio Ambiente, com o povo e até com os empresários que o apoiaram”

De José Luiz Penna, presidente do PV, sobre o governo barrar na Câmara dos Deputados a votação sobre o mercado de carbono.

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