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Folha de São Paulo

Prioridades

| 13/06/2020, 09:28 09:28 h | Atualizado em 13/06/2020, 09:32

Responsável pelas políticas públicas de assistência e desenvolvimento social, Onyx Lorenzoni (Cidadania) teve audiência com apenas um prefeito desde que assumiu o posto, em março. Com o Bolsa Família sob seu guarda-chuva, o ministro é alvo de crítica de prefeitos, que reclamam de serem ignorados.

Levantamento feito pelo Painel com base nas agendas públicas mostra que Onyx participou duas vezes mais de solenidades que de encontros com a sociedade civil.

Ao ataque

“Mostra um desprezo pelos setores organizados da sociedade e a soberba dele como pessoa. Mostra acomodação política”, diz Jonas Donizette (PSB), prefeito de Campinas (SP) e presidente da Frente Nacional dos Prefeitos. “Depois da Saúde, Cidadania é a pasta que os prefeitos precisam de maior interlocução”, afirma.

Público

Nos 115 dias na pasta, o único prefeito que Onyx atendeu foi Divaldo Lara (PTB), de Bagé (RS). De acordo com a agenda, apenas cinco representantes da sociedade civil foram recebidos. Entre eles, o pescador profissional Johnny Hoffman e o ex-jogador de futebol Paulo César Fonseca do Nascimento, o Tinga. Ambos são gaúchos.

Em casa

O ministro, que na Casa Civil também dava preferência para conterrâneos, recebeu em média um político, indivíduo ou organização gaúcha, a cada semana.

Outro lado

A Cidadania informou que o ministro tem concentrado esforços em ações aos mais vulneráveis durante a pandemia, o que tem sido, segundo a nota, mais eficiente que audiências.

Online

O movimento Todos pela Democracia, que organizou um ato “contra o racismo, o fascismo e em defesa da democracia” no domingo passado em Brasília promete atos virtuais e um panelaço às 20 horas de amanhã.

Ao vivo

Apoiado por torcidas organizadas, o movimento também planeja uma segunda manifestação na Esplanada dos Ministérios. Está marcada para as 10 horas do dia 21, com concentração na frente da Biblioteca Nacional. Segundo os organizadores, o uso de máscara será obrigatório.

Reprise

PSB, PDT, PV e Rede fazem no dia 18 de junho o segundo ato virtual Janelas Pela Democracia. O objetivo é pressionar Rodrigo Maia (DEM-RJ) a pautar o pedido de impeachment de Jair Bolsonaro.

Boom

A contaminação por coronavírus em presídios aumentou 800% de maio para junho, segundo o Conselho Nacional de Justiça. Ontem, o órgão decidiu renovar por mais três meses a recomendação para que magistrados considerem a soltura de presos, com substituição de pena, em razão da pandemia.

Viralizou

De acordo com o CNJ, desde março, 32.530 presos puderam deixar o sistema penitenciário, a partir da recomendação, em 19 estados. Pelos dados do conselho, no dia 1º de maio, tinham 245 presos com Covid-19. Hoje, são 2.212 casos confirmados. O número de mortes também aumentou, de 14 para 53.

Labuta

Entre servidores dos presídios, o crescimento segue o mesmo ritmo: 327 casos no início de maio contra 2.944 agora. Três mortes tinham sido registradas em maio e hoje são 41.

Soberania

Marcelo Freixo (Psol-RJ) apresentou ontem projeto de lei que propõe a autorização para realização de eleições virtuais para reitores de universidades e institutos federais durante a pandemia. A ideia surge em reação à medida provisória que daria mais poder a Abraham Weintraub (ministro da Educação).

Fica...

Após ter sido ameaçado publicamente por Bruno Covas (PSDB-SP) de perder o cargo, o ex-secretário de Transportes, Edson Caram, que pediu demissão, continuará na gestão. Ele trabalhará como uma espécie de assessor especial do tucano.

...vai ter bolo

A cobrança de Covas, inesperada e fora de tom, revoltou Caram e tornou a permanência no cargo insustentável. A decisão é para não romper pontes com o DEM, comandado na cidade pelo vereador Milton Leite, que foi quem indicou Caram para o posto. Assim, o ex-secretário seguirá na prefeitura e a legenda ainda deve participar da escolha do próximo secretário do setor.

Tiroteio

“As instituições começaram a impor limite para o autoritarismo de Bolsonaro. Esperamos que o impeachment seja pautado.”
De Aloizio Mercadante (PT), ex-ministro da Educação, sobre a revogação da medida provisória da escolha dos reitores.

Publicação simultânea com a Folha de São Paulo

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