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Painel da Folha de São Paulo

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Pra chamar de meu

17/10/2021 11:58:24 min. de leitura

A demora de Jair Bolsonaro para decidir seu futuro partidário tem gerado cobranças da base. Nos bastidores, parlamentares afirmam que estão engessados, não conseguem começar a organizar suas campanhas e pedem definição. Antes dispostos a tentar influenciar o presidente a não se filiar a um ou outro partido, agora dizem apenas que precisam de um teto logo, qualquer que seja ele. Bolsonaro está em conversas avançadas com o PP, símbolo do centrão, alvo de seus apoiadores em 2018.

Chão  

Bolsonaro brigou com o PSL, o partido que o elegeu, e tentou montar o Aliança pelo Brasil, mas o projeto naufragou. Após ampliar rachas em pelo menos duas siglas às quais avaliou se filiar, o PTB e o Patriota, o presidente e seus aliados têm se inclinado a ingressar na legenda comandada por seu ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PI).

Grande família  

Nesse tempo, o PSL se juntou com o DEM para formar o União Brasil, levando para dentro do mesmo partido bolsonaristas e, por exemplo, Luiz Henrique Mandetta. O ex-ministro da Saúde é considerado um traidor por parte da base do presidente da República.

No lápis  

Se de fato der certo, enfim, a filiação de Bolsonaro, a cúpula do PP tem a expectativa de eleger 80 deputados em 2022. Atualmente, a bancada do partido na Câmara é de 42 parlamentares. Nas contas de dirigentes da legenda, o ingresso do presidente só terá efeito negativo no Nordeste, mas positivo nas outras quatro regiões do País.

Chapéu 

Alvo de bloqueio no Twitter, YouTube e Instagram, o Terça Livre, do bolsonarista Allan do Santos, tem driblado as restrições oriundas de decisões de Alexandre de Moraes, do STF. Conteúdo do TL, como é chamado pelos seguidores, era reproduzido nesta sexta-feira (15) pelo canal Artigo 220, no YouTube.

Vivo 

Em um dos programas, um apresentador faz questão de dizer que “o TL está ativo”. O canal, com 52 mil inscritos, tem o nome inspirado no artigo da Constituição que diz que a manifestação do pensamento não sofrerá restrição. "Conforme noticiamos, o canal Terça Livre TV cedeu os direitos para o Artigo 220, após ser censurado pela terceira vez”, consta no site de Santos.

Deu ruim 

Um novo perfil do influenciador também foi ativado no Twitter, mas durou pouco. No final da noite desta sexta, já aparecia bloqueado.

Lista  

A campanha de João Doria (SP) afirma ter assinaturas de 230 prefeitos de SP em carta-manifesto de apoio ao governador na disputa das prévias do PSDB. Isso representa, ainda segundo as contas do time do tucano, 97% do total de prefeitos filiados ao partido no estado. A coleta foi organizada pela Frente Nacional dos Prefeitos.

TMJ 

Doria também ganhou suporte de 119 vice-prefeitos, dos 147 que estão em SP (81%). De acordo com esses dados, 41% dos prefeitos do PSDB do Brasil estão no estado de São Paulo. Mais assinaturas ainda estão sendo colhidas.

Passo atrás 

O Ministério Público de SP acionou a Justiça para tentar derrubar lei aprovada pela Câmara de Vereadores que autoriza a prefeitura a cobrar uma espécie de taxa de empresas de aplicativo de transporte e de entrega.

Jabuti 

A ação teve origem em uma manifestação levada ao Ministério Público por Renato Battista, integrante do MBL e assessor de Arthur do Val (Patriota). A peça, assinada pelo procurador-geral de Justiça, Mário Luiz Sarrubbo, ressalta que os vereadores aproveitaram uma votação para emplacar a proposta, sem relação com o tema original.

Carimbo 

A emenda, de autoria do presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), e do vereador Adilson Amadeu (DEM), acabou aprovada por 40 votos a 8 e foi sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) no final de julho.

Catraca 

O STF pretende exigir de servidores e visitantes comprovação de vacinação contra Covid-19 ou ao menos apresentação de teste PCR para liberar o acesso à corte, a partir de novembro, no retorno ao trabalho presencial.

Passaporte 

Segundo dados do Supremo, mais de 95% dos servidores já tomaram pelo menos a primeira dose e a maioria do quadro já está completamente imunizada.

Tiroteio

“A reforma administrativa não corta privilégios. Mantém e visa terceirizar e privatizar tudo no serviço público”.

De Lídice da Mata (PSB-BA), deputada federal, sobre a PEC relacionada a servidores públicos.