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Colunista

Folha de São Paulo

Passa a régua

| 19/10/2020, 07:19 07:19 h | Atualizado em 19/10/2020, 07:21

O desembargador Kassio Nunes tem hoje os votos de que precisa no Senado para se tornar ministro do STF. Levantamento feito pelo Painel com os 81 senadores mostrou que ao menos 44 dizem pretender votar a favor do indicado de Jair Bolsonaro — ele necessita de 41. Oito senadores disseram que votarão contra Nunes, e os demais preferiram não comentar ou afirmaram que vão esperar a sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), marcada para quarta-feira.

Aperitivo
Antes da votação em plenário, com todos os senadores, ele precisará de 14 votos dentre os 27 membros da CCJ após a sabatina. Dezessete deles disseram ao Painel que pretendem aprová-lo. Os votos são secretos.

Lábia
Ainda que a margem para os 41 votos pareça estreita, diversos senadores que se dizem indecisos têm conversas marcadas com Nunes nos próximos dias. O desembargador tem tido sucesso em sua estratégia de convencimento nessas interações: ao menos cinco de seus 44 prováveis eleitores destacaram para o Painel as ligações ou lives com ele como pontos a favor.

Joga junto
No PT, Nunes é praticamente unanimidade: dos seis senadores, cinco disseram-se favoráveis. "É equilibrado, não é do time do ódio. Para a harmonia dos poderes, não terá dificuldades", disse Paulo Paim (PT-RS). Jean Paul Prates (PT-RN) não respondeu. A mulher de Nunes, Maria do Socorro, foi por oito anos funcionária comissionada de senadores do PT.

NE
"O fato de ser um nome distante do perfil 'bozo', negacionista e ultraconservador, surpreendeu positivamente", afirmou Cid Gomes (PDT-CE). "É experimentado, um nordestino, e o Supremo precisa de melhor distribuição geográfica", acrescentou Fernando Collor (Pros-AL). Jaques Wagner (PT-BA) também mencionou a questão regional.

Nada a ver
O Painel também perguntou aos senadores se eles veem movimento em curso contra a Lava Jato ou contra investigações de corrupção. Dos 58 que responderam, 32 disseram que não e 15, que sim. Os demais afirmaram não saber ou não comentaram.

Eterna
"Isso não existe. Não tem como retroceder. O Ministério Público e a Polícia Federal vão sempre tomar as providências cabíveis. A operação Lava Jato é concreta, ninguém vai mudar sua história", disse Omar Aziz (PSD-AM).

Alma...
O governo João Doria (PSDB) prevê aumentar em 74% os gastos com publicidade institucional em 2021 em relação ao projetado para 2020. Na proposta orçamentária enviada à Assembleia Legislativa, a administração paulista prevê R$ 153,2 milhões em Comunicações para 2021. Na lei orçamentária do ano anterior, eram R$ 88 milhões.

...Do negócio
A publicidade institucional tem como objetivo divulgar atos, obras e programas do governo. "Na história de ajuste fiscal, o que o Doria queria mesmo era cortar para sobrar dinheiro para propaganda", diz o deputado Paulo Fiorilo (PT). O tucano pretende ser candidato à Presidência em 2022.

Nota
A secretaria de Comunicação de SP afirma que “o montante total aplicado em 2020 é o menor dos últimos 11 anos” e que “o investimento previsto para o próximo ano está abaixo da média de R$ 256 milhões do mesmo período”.

Loteria
Maior doador do país nestas eleições segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o bancário aposentado Evilásio Cruz, de Nazaré, na Bahia, espantou-se ao saber pelo Painel que o sistema mostra que ele deu R$ 10 milhões para o diretório municipal do PSD.

Abonados
“Nunca vi tanto dinheiro na vida”, disse. Ele afirma que doou R$ 10 mil e que o PSD fará a correção. O segundo colocado é Eugênio Mattar, presidente da Localiza, que distribuiu R$ 1,2 milhão.

Eu
O prefeito de Atibaia, Saulo Pedroso (PSD), determinou que ações de fiscalização em Saúde, Segurança e Economia só serão feitas com sua anuência prévia. Concorrentes eleitorais de seu vice, Emil Ono (PSD), veem tentativa de centralizar ações para evitar indisposição com empresários.

Gestão
A Prefeitura de Atibaia afirma que a medida foi tomada “para logística, controle de horas extras e organização de ações mais efetivas”.

Tiroteio
“Liberdade com responsabilidade. Quem decide não tomar vacinas não deveria poder frequentar espaços públicos”.
De João Amoêdo, fundador do partido Novo, sobre pessoas que têm dito que não tomarão a vacina produzida pelo Instituto Butantan.

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