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Nunca antes

| 17/01/2021, 10:59 h | Atualizado em 17/01/2021, 11:01
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Folha de São Paulo

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Secretários de Saúde dizem ter chegado ao limite a paciência com o ministro Eduardo Pazuello e o governo Jair Bolsonaro. Alguns falam que o único caminho daqui para frente é um pedido de impeachment do Presidente.

Eles não receberam nenhuma comunicação sobre o cancelamento da ida do avião brasileiro à Índia, ficaram sabendo pelos jornais. Tampouco foram avisados sobre a mudança no calendário de vacinação. Classificam o episódio como um vexame e um fracasso nacional.

Dia D
Gestores estaduais afirmam que o governo e o ministério estão completamente perdidos e que a próxima semana será decisiva no aspecto político. Eles aguardam reuniões amanhã para definir qual tom vão adotar publicamente.


          Imagem ilustrativa da imagem Nunca antes
Ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello |  Foto: Carolina Antunes / Agência Brasil
Sete erros
Além do fracasso do voo para a Índia, os secretários citam como absurda a postura do governo em relação à Coronavac na última sexta-feira. O Ministério da Saúde solicitou a entrega imediata de 6 milhões de doses da vacina por meio de um ofício, e assinado por um dirigente do quarto escalão. Pazuello não fez uma ligação sequer.

Linha ocupada
Nos bastidores do Palácio dos Bandeirantes, a notícia que corre é que o presidente Bolsonaro proibiu o ministro de ter qualquer contato com o governador João Doria (PSDB-SP). Eles não se falam desde novembro do ano passado.

Opção
Governadores do Nordeste pretendem visitar a fábrica da Sputnik V, da União Química, no Distrito Federal, nesta semana. Eles querem pressionar para a inclusão da vacina no plano brasileiro de vacinação, uma vez que o imunizante da Índia emperrou.

Lista
Fátima Bezerra (PT-RN) vai aproveitar o encontro dos governadores para convencê-los a incluir professores nos grupos prioritários de vacinação, para reabrir as escolas.

Calado
Além de Bolsonaro, o Twitter também excluiu duas postagens do ex-ministro Osmar Terra nos últimos dias. O político, que também é médico, vem se destacando ao longo dos últimos meses por ser uma das principais lideranças na disseminação de informações equivocadas, imprecisas e sem comprovação científica sobre a pandemia.

Castigo
Duas publicações de Terra aparecem como indisponíveis por terem violado regras da rede social. Não é possível saber do que tratavam.

Sobe som
Um dos principais aliados de Arthur Lira (PP-AL), Wellington Roberto (PL-PB) criticou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por causa da data da eleição para o comando da Casa.

Em vão
“Se o Senado vai fazer no dia 1º, por que nós não podemos? Acho que ele vai querer fazer mais uma maldade e não vai conseguir”, diz o deputado. Maia defende que seja no dia 2 de fevereiro. “Vou dizer semana que vem a ele, 'saia grande, saia maior do que entrou, ou vai ficar igual a uma alma penada dentro do plenário da Câmara'”.

Cabresto
Ele afirma que os apoiadores de Lira são maioria na Mesa Diretora, 4 dos 7, e que Maia precisa ouvi-los. “Se você fizesse remoto, você pode ter o presidente de um partido que poderia concentrar dentro de uma sala 10 ou mais deputados e pode monitorar os votos.”

Trombone
A crise em Manaus provocou uma enxurrada de 1,18 milhão de postagens no Twitter em 24 horas, entre 12h de quinta e 12h de sexta, segundo levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas, da FGV.

Vozes
O grupo mais próximo de Bolsonaro ocupou apenas 7,5% desse espaço, entoando a narrativa que responsabiliza o governador Wilson Lima (PSC-AM) pelo caos da capital. O maior fluxo foi vocalizado por políticos de esquerda, que ocuparam 41% das interações na rede social.

Quinteto
Cinco ex-ministros da Saúde debaterão sobre a vacinação no Brasil em live na quarta-feira, às 19 horas, que será transmitida nas redes sociais de um deles, o deputado Alexandre Padilha (PT-SP), organizador do evento.

Escalação
Participarão também José Gomes Temporão, Arthur Chioro, Humberto Costa e Nelson Teich, além de Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza.

Tiroteio
“Mandaram um bando cujas crendices negam pesquisas científicas. É o curandeirismo missionário no lugar da ciência”

De Cláudio Couto, professor da FGV, sobre a força-tarefa de médicos montada pelo Ministério da Saúde para disseminar cloroquina no Amazonas.

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