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No pé

| 10/03/2021, 08:26 08:26 h | Atualizado em 10/03/2021, 08:31

A decisão de Edson Fachin sobre Lula foi considerada ingênua e equivocada por ministros de Cortes superiores, advogados e juízes. Se havia de fato alguma intenção de preservar parte da Lava a Jato, como se fala nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), o provável efeito prático será o oposto.

Para essas pessoas, a anulação das condenações com base no argumento da incompetência territorial tem potencial para beneficiar uma quantidade maior de réus do que a tese da imparcialidade do ex-juiz Sergio Moro.

Tamanho
“A incompetência faz um estrago maior na Lava a Jato do que a suspeição de Moro”, diz Luiz Fernando Casagrande Pereira, advogado de Lula no TSE em 2018.

Ordem
A expectativa de ministros do Supremo, por ora, é a de que a decisão de Fachin seja analisada em plenário, quando também se avaliará se o julgamento da Segunda Turma do STF para a suspeição de Moro deve ser considerada ou não.

Poço
Com isso, há chance de um cenário ainda mais desastroso para a operação: ficarem válidas tanto a decisão de Fachin quanto a de suspeição, o que deve ajudar a enterrar ainda mais processos.

Alô
Ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT-SP) conversou por telefone com Lula ontem, após a decisão de Fachin em favor do ex-presidente.

Água...
Com o início da vacinação de pessoas da faixa etária de Lula, 75, na semana que vem em São Paulo e a anulação das condenações, ele deve voltar ao jogo político em algumas semanas, diz o deputado.

...No feijão
“Ele disse que os processos tomavam muito tempo, que agora vai poder usar para outras coisas”, afirma. “Ele está bem isolado por causa da pandemia. Com a vacina, vai poder começar a receber pessoas”.

Vermelho
Lula lançou mão de analogia futebolística para defender que Sergio Moro seja considerado suspeito pelo STF: não é porque o jogo foi anulado que o juiz não deve ser suspenso.

Compromisso
O juiz Frederico Botelho de Barros Viana, juiz substituto da 10ª Vara Federal em Brasília, marcou para o dia 27 de maio o interrogatório de Lula no processo em que ele é acusado de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa pela compra dos caças Gripen pelo governo de Dilma Rousseff (PT).

Braço cruzado
Delegados, peritos, agentes da Polícia Federal, policiais rodoviários federais e outras 20 carreiras da segurança pública ameaçam realizar protestos por todo o País hoje.

Costas
Integrantes da União dos Policiais do Brasil (UPB), os servidores se dizem traídos pelo presidente Jair Bolsonaro, que teria prometido apoio aos pedidos das categorias para serem poupados de congelamentos na PEC Emergencial.

Zero
O texto enviado à Câmara pelo Senado teve o voto de Flávio Bolsonaro contra a exclusão dos policiais da PEC. Até o fim da noite de ontem, deputados da bancada de segurança não conseguiram apoio para mudar.

Presente
Com o anúncio do PSDB que realizará prévias em outubro para definir seu candidato à presidência em 2022, o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio disse que pretende participar do processo “com garra e lealdade”. Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite disse que se o partido quiser, ele será candidato.

Xiu
A despeito de ser quem articula há mais tempo, João Doria não se manifestou.

Tempo
A gestão Bruno Covas (PSDB) deve prorrogar pelo menos até setembro de 2021 (com possibilidade de extensão por mais 180 dias) a validade da lei de Anistia Imobiliária, que tem como objetivo a regularização de construções irregulares em São Paulo. A expectativa é de que mais de 750 mil famílias ajustem residências ou estabelecimentos comerciais.

Agenda
Articulado por Milton Leite (DEM), presidente da Câmara, um projeto de lei com a previsão de extensão deve passar por duas votações até o meio da próxima semana, para então receber a sanção do prefeito. O entendimento é o de que a pandemia fez com que muitos dos que poderiam aderir à lei não o fizessem em 2019 e 2020.

Tiroteio
“É um movimento de traição. É uma estratégia de fazer um discurso público e nos bastidores fazer outra coisa”
De Luís Antônio Boudens, presidente da federação de policiais federais, sobre atuação de Bolsonaro contra servidores da segurança.

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