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Folha de São Paulo

Multiplicar para dominar

| 07/02/2020, 08:59 08:59 h | Atualizado em 07/02/2020, 09:03

A chegada de Rogério Marinho ao Ministério do Desenvolvimento Regional pode ajudar a pavimentar o caminho das reformas econômicas com menos turbulências, na avaliação de auxiliares de Paulo Guedes (Economia). O novo chefe da pasta é considerado homem com trânsito no Congresso.

Gustavo Canuto não era do grupo de Guedes e os dois tiveram divergências em reuniões ministeriais. No ano passado, ele também foi fustigado por líderes políticos pela demora em pagar emendas.

Quem manda
Na avaliação de congressistas, a mudança é mais uma demonstração de força de Paulo Guedes. Na semana passada, Jair Bolsonaro transferiu o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) da Casa Civil para a Economia, esvaziando a pasta de Onyx Lorenzoni.

Estica e puxa
Sobre as emendas, no entanto, o governo terá neste ano mais limitações para usar o instrumento como moeda de troca política, com a entrada em vigor do Orçamento impositivo. Parlamentares tentaram retirar todo o manejo das mãos do Executivo, mas Bolsonaro vetou a medida em dezembro. A análise do veto ainda será feita pelo Congresso.

Mão na massa
Como uma das suas primeiras missões, Marinho terá de decidir a divisão dos repasses federais para os estados que sofreram com as chuvas neste início de ano. A verba reservada para Rio, Minas e Espírito Santo é de pouco menos de R$ 1 bilhão e não há regra para a repartição.

Conta
O governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), apresentou na última quarta-feira conta de R$ 667 milhões em prejuízos ao então ministro Gustavo Canuto. Minas recebeu R$ 7 milhões. O Rio ainda não comunicou suas despesas.

Pressão
Antes da votação que permitiu o retorno de Wilson Santiago (PTB-PB) à Câmara, o Centrão tentou convencer Rodrigo Maia (DEM-RJ) a peitar o STF de forma mais incisiva. Deputados queriam que ele anulasse a decisão do ministro Celso de Mello com uma canetada, sem a necessidade de levar a questão ao plenário.

De canto
Investigado pela Polícia Federal, o secretário da Comunicação de Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten, ficou distante dos demais integrantes do governo no evento que marcou os 400 dias da gestão, ontem, no Palácio do Planalto.

Letra miúda
O modelo de Previdência de PMs e bombeiros, alterado por lei federal no ano passado, está provocando um bate-cabeça nas secretarias estaduais de Fazenda. A legislação cria um novo regime: o de proteção social, e obriga os estados a apartar as aposentadorias e contribuições dos militares da dos demais servidores.

Sem controle
Com isso, secretários não sabem se os gastos com a Previdência de militares devem ser computados como despesa de pessoal. Se sim, os gastos dos estados com funcionalismo vão despencar, mas artificialmente.

Lupa
Governadores encomendaram estudo para saber se a mudança do regime de militares gera perdas ou ganhos. A secretaria de Previdência de Bolsonaro tinha informado que todos ganhariam, mas cálculos de Mato Grosso indicam perda ao estado de R$ 70 milhões neste ano.

Andando
O ex-vereador Andrea Matarazzo (PSD) participou de reunião nesta semana com o marqueteiro Paulo Vasconcelos, responsável pelas campanhas presidenciais de Aécio Neves (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB). Matarazzo é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo.

Outro dia
Alvo de operação da Polícia Federal, ontem, o ex-ministro do Trabalho e presidente da Funasa, Ronaldo Nogueira, estava na agenda do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na última terça. Ontem, porém, seu nome não aparecia mais. A pasta disse que o encontro não ocorreu e foi remarcado para a próxima segunda-feira.

Internet
O governo federal publicou decreto que aprova a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética. Entre as medidas propostas está a criação de controles para o tratamento de informações com restrição de acesso. Também está previsto incentivo ao uso do certificado digital.

Tiroteio
“Benedito Mariano cai pelos acertos da Ouvidoria e por não ter cedido às pressões da Polícia Militar”
De Samira Bueno, diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, sobre a decisão de João Doria (PSDB) de trocar o ouvidor das polícias.

Publicação simultânea com a Folha de São Paulo

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