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Folha de São Paulo

Mudança de marés

| 09/12/2019, 10:02 10:02 h | Atualizado em 09/12/2019, 10:16

Integrantes do PT e de movimentos de esquerda já discutem internamente os possíveis efeitos políticos de uma melhora da economia em 2020.

Alguns recomendam cuidado com o discurso de que tudo vai mal, pois há risco de se perder o lastro. A percepção é que o resultado positivo do PIB no terceiro trimestre, divulgado semana passada, e a chegada do 13º salário ajudaram a construir um ambiente que contribuiu para estancar a reprovação de Jair Bolsonaro, como mostrou o Datafolha.

Aos números
A reprovação ao governo oscilou de 38%, em agosto, para 36% agora, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, segundo o Datafolha. Já a expectativa de que a economia vai melhorar foi de 40% para 43%.

Quanto pior
Na avaliação de um destacado petista, ainda que não haja uma melhora vertiginosa da economia, não é útil torcer pelo pior cenário, pois uma frustração pode se voltar contra toda a classe política. O convencimento, diz ele, deve se dar pela oferta de uma melhor opção, não pelo fracasso do governo.

Sem querer
A saída de Lula da prisão, no início de novembro, também pode ter sido um dos ingredientes que deram alento a Bolsonaro neste Datafolha. Na visão de um petista, ainda é grande a aversão ao ex-presidente e ao PT.

Muy amigo
Entre aliados de Sergio Moro (Justiça), os números negativos do Datafolha no combate à corrupção não podem ser atribuídos exclusivamente ao governo e à conduta do ministro.

Muy amigo II
A maior parte das pessoas, diz um aliado, está insatisfeita com o tratamento do Supremo e do Congresso à prisão em segunda instância e, por isso, avaliou mal o quesito – a aprovação do combate à corrupção pelo governo caiu de 34% para 29%.

Cria
Na ausência da reforma administrativa, prometida por Paulo Guedes (Economia), mas que ainda não chegou à Câmara, a deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF) apresentou proposta que reduz as férias dos juízes para 30 dias – hoje, eles têm 60.

Recalculando rota
Paulo Guedes informou a senadores que a primeira parte da proposta do governo da reforma tributária, sobre a fusão de tributos federais, desembarca na Câmara em fevereiro. A ideia de criar uma comissão formada por integrantes do Senado e da Câmara subiu no telhado.

Preparai
Os advogados da Aliança pelo Brasil, partido que Jair Bolsonaro tenta criar, estudam pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esta semana, a desfiliação de mais de 20 deputados do PSL alegando justa causa.

Preparai II
Entre os argumentos, vão alegar terem sido perseguidos, em razão das sanções impostas pelo PSL a 17 deles, e também por integrantes da sigla terem acionado o Conselho de Ética da Câmara. A defesa dirá ainda que houve descumprimento dos postulados partidários pela direção do PSL.

Cronômetro
Também nesta semana os advogados de Bolsonaro vão solicitar autorização da Corte para usar a biometria como forma de validar apoios para a criação do partido. Vão pedir ainda que a Justiça Eleitoral disponibilize ao menos uma urna em cada cartório para que o eleitor possa digitar o número 38, formalizando o apoio.

Fogo amigo
Cortejada pelo PSDB, Tabata Amaral não poupou críticas à atuação da Polícia Militar do governador João Doria (SP) em Paraisópolis. “O que aconteceu com aqueles jovens, por causa de uma ação policial desastrosa, é inaceitável e deve ser respondido com soluções concretas, como seria se tivesse acontecido em qualquer bairro nobre da cidade”, diz.

Pauta única
Ligada ao Itamaraty, a Fundação Alexandre de Gusmão fará conferência com o professor Evandro Pontes, tradutor do livro “A Virtude do Nacionalismo”, best-seller da direita nos EUA. O órgão tem se dedicado a eventos conservadores na atual gestão.

Indignação
O Pacto pela Democracia, entidade guarda-chuva que reúne mais de 80 organizações, dá início hoje à campanha contra o aumento do fundo eleitoral, de R$ 2 bi para R$ 3,8 bi. Será lançado um site com espaço para enviar e-mail a deputados criticando o acréscimo.

Tiroteio
“Os brasileiros esperam que Bolsonaro desça do palanque, deixe de ser líder de facção, e se comporte como presidente”. Do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), sobre a avaliação da maioria, no Datafolha, de que Bolsonaro não se comporta de acordo com o cargo.

Publicação simultânea com a Folha de São Paulo

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