Missão impossível
Folha de São Paulo
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Os próximos ministro da Justiça e diretor-geral da Polícia Federal terão problema complicado se forem atender pedido de Jair Bolsonaro. Na sexta, ele insinuou ter faltado empenho de Sergio Moro e Maurício Valeixo na resolução do caso da facada de Adélio Bispo. O presidente cobra que a PF descubra o mandante. Mas, entre policiais, há consenso de que a investigação foi intensa, com o maior número de diligências feitas em um histórico recente, e nada nesse sentido foi encontrado.
Devassa
A investigação, comandada pelo delegado da PF Rodrigo Morais, foi apelidada internamente de “mini Lava a Jato”, por seu detalhismo e extensão. A vida de Adélio foi virada do avesso: perfis na internet, movimentações financeiras, e nada indicou a existência de mandante.
Suor
“Nunca faltou dedicação. O inquérito tem mais de mil páginas e é tocado por um dos melhores delegados do Brasil”, diz Rodrigo Teixeira, superintendente da PF em MG até o começo de 2019 e diretor da Associação Nacional dos Delegados de PF de MG.
Expectativa
A única esperança de evolução no inquérito não é responsabilidade da PF. O STF ainda precisa decidir se autoriza análises no celular do ex-advogado de Adélio, Zanone Júnior.
Nada
Após o rumor de que o advogado estava sendo pago por supostos mandantes, Zanone teve o celular apreendido. Nas perícias iniciais, que foram feitas no aparelho até que a Justiça determinasse a interrupção das análises, nada também foi encontrado.
Abacaxi
Diante de investigação vista como exemplar, caso o novo diretor troque o delegado responsável pelo caso, a decisão será considerada um escândalo pelos policiais.
Reprovado
Frio, distante, tutelado, vacilante. Os adjetivos são usados por secretários estaduais de Saúde para falar do novo ministro, Nelson Teich.
Mudo
Eles dizem que, desde 17 de abril, quando o novo ministro tomou posse, não há mais interlocução. Os secretários não conseguem marcar nenhuma reunião com Teich, em um período em que os números do coronavírus atingem nível crítico.
Diálogo
Na gestão anterior, havia reuniões diárias com conselhos de secretários de saúde, frequentemente, com a presença do então ministro Luiz Henrique Mandetta.
Vem de cuba
Depois que o Pará contratou médicos cubanos para reforçar suas fileiras no combate ao coronavírus, outros estados estudam fazer o mesmo. Paraná, Bahia, Goiás e Mato Grosso do Sul analisam o projeto do estado governado por Hélder Barbalho (MDB) para entender quais caminhos adotar.
Ajuda
No Pará, 86 médicos cubanos já foram contratados, e, até sábado, 50 deles já haviam começado a trabalhar.
Festa
Sobre a festa realizada pela influenciadora Gabriela Pugliese no sábado, em sua residência, em São Paulo, o governo do estado afirma que “não tem poder constitucional para interferir dentro da residência das pessoas”. Mas reforça que a não aglomeração de pessoas é fundamental no combate ao coronavírus.
Mensagem
A influenciadora fez festa com algumas pessoas e divulgou vídeos dela no Instagram, no qual conta com 4,5 milhões de seguidores. Criticada, ela os apagou e pediu desculpas. O governador de SP, João Doria (PSDB), tem sido um dos principais defensores das restrições no Brasil.
Casório
Em março, no começo da pandemia no País, diversas pessoas relataram ter passado a sentir sintomas de contaminação por coronavírus após terem ido ao casamento da irmã de Pugliese, na Bahia. A própria influenciadora e a cantora Preta Gil testaram positivo para Covid-19.
Ele sim
Dois protagonistas do Novo vivem rota de colisão. Em entrevista à Folha, Romeu Zema, governador de MG, defendeu Jair Bolsonaro e disse que parte da classe política critica o Presidente por ter perdido os privilégios.
Ele não
No mesmo dia, João Amoêdo, fundador do Novo, escreveu nas redes sociais que “cada vez mais, o bolsonarismo lembra o petismo”. Na sexta, disse que Bolsonaro só tem duas saídas: renúncia ou impeachment.
Tiroteio
“Se o Moro fosse o ministro da Saúde e o Teich fosse o ministro da Justiça, ninguém iria nem perceber a diferença.”
De Fernando Guimarães, coordenador do Direitos Já! Fórum pela Democracia, sobre a escolha de integrantes pelo governo Bolsonaro.
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Painel,por Folha de São Paulo