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Folha de São Paulo

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| 17/06/2020, 09:18 09:18 h | Atualizado em 17/06/2020, 09:21

O posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi o ponto mais relevante das operações autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes nos dois últimos dias.

Depois de ser contrário a quase todas as medidas no inquérito de fake news, desta vez o órgão foi o autor dos pedidos de diligências na investigação dos atos antidemocráticos. Alguns foram considerados bastante duros, como quebras de sigilo.

A avaliação no mundo jurídico é de que a posição de Augusto Aras serve como um recado ao Supremo.

É meu
Segundo esta análise, a mensagem ao STF é que, embora participe, o procurador-geral não considera legítimo o inquérito das fake news. O dos atos antidemocráticos, por outro lado, foi aberto a seu pedido e segue o rito tradicional, com solicitações de medidas sendo feitas pelo Ministério Público.

Perto
As datas das manifestações da PGR nos dois inquéritos corrobora a avaliação. As petições foram enviadas entre os dias 20 e 27 de maio, o que deixa mais distante a possibilidade de ter sido uma mudança de postura de Aras em relação ao Presidente, diante das críticas que vem sofrendo.

Outros olhos
Há quem veja recado também que a investigação serve de alerta para Bolsonaro, pois agora há um inquérito tratado com lupa pela PGR, com medidas duras, sem poupar aliados e sem sinal de estar perto do fim. Ainda assim, há desconfiança sobre os posicionamentos do procurador-geral.

Fora
O ministro Fábio Faria (Comunicações) é um dos defensores da demissão de Abraham Weintraub da Educação. Em conversa com parlamentares, disse que Bolsonaro não voltará atrás e já bateu o martelo da demissão. Faria justificou seu posicionamento por estar em busca de pacificação entre as instituições.

Perigo
O metrô de São Paulo teve 278 afastamentos de funcionários devido ao coronavírus até segunda-feira. Segundo levantamento do sindicato dos metroviários, 122 casos de contaminação foram confirmados por exames ou clinicamente e há outros 74 trabalhadores com sintomas da doença.

Voz do povo
Pesquisa feita pelo Datasenado, mostra que 9 em cada 10 brasileiros aprovam a realocação do dinheiro do fundão eleitoral (cerca de R$ 2 bilhões) para o combate ao coronavírus. O instituto de pesquisas do Senado ouviu 1.447 pessoas entre 9 e 11 de junho.

Enrosco
Embora líderes de alguns partidos da Câmara e do Senado tenham acenado ontem com o que chamaram de “pré-acordo” com o TSE para adiar as eleições, nos bastidores, ainda há dúvidas sobre se haverá votos favoráveis no Congresso suficientes para a aprovação de uma emenda constitucional – são necessários 308 votos em dois turnos na Câmara.

Meu lugar
Os prefeitos têm se posicionado contra o adiamento, principalmente os que tentam a reeleição. O prazo mais curto joga a favor deles. A avaliação de parlamentares é a de que eles vão pressionar deputados contra a medida. Líderes do Centrão estavam a favor de manter o pleito para outubro.

Teto
Se a proposta não for votada até o fim deste mês, a data de 4 de outubro tende a prevalecer, apesar da pandemia. Isso porque não daria mais tempo de alterar um dos principais marcos da eleição: a desincompatibilização de cargos públicos, em 4 de julho. A aposta é que médicos, enfermeiros que ganharam protagonismo na pandemia possam sair candidatos.

Fim da linha
O Rio entregou na noite desta segunda, no prazo limite, a lista de compromissos que pretende assumir para bancar R$ 600 milhões em compensações por ter cometido infrações no Regime de Recuperação Fiscal.

Fica
Se não entregasse o documento até o dia 15, o estado poderia ser expulso do programa de socorro federal, iniciado em 2017, o que poderia piorar a crise no estado. A Assembleia do Rio de Janeiro abriu processo de impeachment contra o governador Wilson Witzel (PSC).

Unidos
Membros do #Juntos e #Somos70% participam amanhã de live com representantes de partidos e da UNE. O encontro virtual foi organizado por legendas de oposição que criaram o movimento Janelas pela Democracia.

Tiroteio
“Como fazer campanha eleitoral daqui a um mês e pouco com tanta gente morrendo de Covid-19?”
Do senador Eduardo Braga (MDB-AM), favorável à proposta de adiar as eleições municipais deste ano em um mês.

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