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Folha de São Paulo

Irmão camarada

| 23/03/2021, 11:30 11:30 h | Atualizado em 23/03/2021, 11:32

Um dos principais representantes do centrão, Ciro Nogueira (PP-PI) diz que o presidente da República perdeu a narrativa da vacina e, por isso, não está em um bom momento.

Apesar do quadro atual, ele afirma que não há desembarque. “Não vejo a menor perspectiva de não estarmos com ele. Vamos estar agora e em 2022”.

O senador diz ainda que, apesar dos gritos dos governadores, é Bolsonaro quem vai se beneficiar eleitoralmente da vacinação da população.

Versões
“Eles (governadores) falam de vacina, mas não vejo ninguém comprando. Quem vai vacinar é o Bolsonaro. O Presidente que vai ser avaliado é o do próximo ano, não é o de hoje”, diz. O governo federal atrasou o processo de compras de vacinas. O início da imunização em janeiro se deu por articulações de João Doria (PSDB-SP).

Tudo bem
O presidente do PP nega que exista chateação com a escolha de Marcelo Queiroga para a Saúde, a quem promete apoio, mas avalia que é um erro não tê-lo nomeado ainda. Sobre as bravatas de Bolsonaro, ameaças de “medidas duras”, sem especificar o que faria, diz não ver tentativa de golpe.

Passou
Ciro Nogueira ainda defende a tese de que Bolsonaro já se moderou, apesar das inúmeras vezes em que o Presidente trata a Covid-19 com desdém. “Mudou muita coisa, veja o Bolsonaro de máscara ontem, não falou de [tipos de] tratamento. O que estamos aconselhando, está acontecendo. Mas ele não é o Temer, uma pessoa comedida. É uma pessoa polêmica”.

Freio
Apesar da pressão de senadores sobre Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ele diz que continua “radicalmente” contra uma CPI da Pandemia e que pessoas com seriedade não discutem impeachment.

Gêneros
Entre os que aprovam o governo de Bolsonaro, hoje, 55% são homens, segundo pesquisa Datafolha. No grupo daqueles que o reprovam, 57% são mulheres.

Jovem ainda
Na parcela de apoiadores do Presidente, 12% têm de 16 a 24 anos, enquanto entre aqueles que consideram sua gestão ruim ou péssima a participação desses jovens é maior, 19%.

Na roça
A fatia que aprova Bolsonaro também é mais interiorizada: 69% vivem fora das grandes cidades, índice que fica em 60% entre aqueles que reprovam Bolsonaro.

Sem...
Em setembro de 2020, o governo de Goiás pediu duas vezes para que o hospital de campanha construído no estado pela gestão Jair Bolsonaro fosse mantido até o final do ano, mas foi refutado. O espaço com 200 leitos fechou em outubro.

...Papo
É o que conta a gestão Ronaldo Caiado (DEM-GO) em resposta a ofício enviado pela Procuradoria-Geral da República para que os governadores expliquem o motivo do fechamento dos hospitais de campanha. Os oito levantados pelo estado seguem abertos.

Quintal
Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e os apoiadores de seu pai têm insinuado desvio de dinheiro por parte de quem decidiu fechar hospitais de campanha.

Por favor
Arthur Lira (PP-AL) pediu a Gilmar Mendes, do STF, a suspensão das ações de improbidade administrativa contra ele em andamento na Justiça Federal em Curitiba.

Igual
A defesa do presidente da Câmara argumenta que as ações versam sobre o mesmo tema da denúncia arquivada pela 2ª Turma do STF no início do mês. Ele e outros políticos do PP eram acusados de receber vantagens indevidas.

Encerra
No caso, Edson Fachin, relator, defendeu aceitar a denúncia, mas perdeu. O voto de Mendes foi o vencedor e, por isso, virou o redator do acórdão do arquivamento. A defesa de Lira usa esse fato para justificar ter feito o pedido diretamente ao ministro.

Me manda um...
O Comitê Olímpico do Brasil enviou ofício ao Comitê Olímpico Internacional solicitando mais informações sobre a logística da vacinação dos atletas que participarão dos Jogos de Tóquio.

...Telegrama
Thomas Bach, presidente do COI, disse em 11 de março que a China ofereceu vacinas a todos os atletas, mas não deu detalhes sobre a distribuição ou sobre quando as doses estarão disponíveis.

Tiroteio
“A ironia do destino é que a vacina do Doria pode estar salvando Bolsonaro do impeachment.” De Samuel Moreira (PSDB-SP), deputado, sobre a Coronavac, principal imunizante do plano nacional, que já foi alvo de críticas de Bolsonaro.

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