Gasolina
Folha de São Paulo
Siga o Tribuna Online no Google
Auxiliares de Jair Bolsonaro relataram ao Presidente a percepção de que a desavença entre os ministros Rogério Marinho e Paulo Guedes segue viva e que Marinho torce e trabalha pela saída do colega do governo.
A leitura é que Marinho é responsável por apontar defeitos nos atos de Guedes, tendo colaborado para a proposta do Renda Brasil ser rejeitada. Em uma frase que contrasta com seu estilo, Bolsonaro declarou ser contra tirar dos pobres para dar aos paupérrimos.
Óleo quente
Os auxiliares que falaram com Bolsonaro levaram a versão de que Marinho tem criticado Guedes nos bastidores e que isso tem atrapalhado o governo. De acordo com essas informações, o titular da pasta do Desenvolvimento Regional tem sustentado que o ministro da Economia não é insubstituível.
Sem tempo, irmão
A colegas, Marinho tem negado qualquer tipo de ação contra Guedes, com o argumento de que o ministério tem lhe demandado muito e que não sobra tempo para intrigas.
Velho
Ex-ministro no governo FHC, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros diz que Guedes deve adaptar a narrativa liberal ao novo desenho político de Bolsonaro. “O Presidente, por necessidade, deu um cavalo de pau na política e a narrativa liberal radical lá do início perdeu força e sentido. Ela envelheceu na medida em que o governo mudou seu eixo político”, diz.
Camaleão
“Paulo Guedes criou a expectativa de uma revolução liberal que nunca teve condições de fazer. A gente olhava e dava risada, quem conhece os limites da política sabe disso”, afirma Mendonça de Barros. “O (Pedro) Malan também queria um outro Brasil, mas fez o que foi possível e a gente melhorou muito”.
Luz
O ex-ministro diz que há temas de Guedes que se encaixam no novo momento, como a lei do gás e a independência do Banco Central. “Agora essa história do financiamento do Renda Brasil é um desastre. Acharam que ninguém ia perceber que estão tirando dos pobres?”.
Antes
A extinção do abono salarial, um dos pontos de desacordo de Bolsonaro em relação ao pacote apresentado por Guedes, já foi defendida pelo Presidente. No ano passado, Bolsonaro endossou a ideia, inserida na proposta de reforma da Previdência. A mudança caiu por resistência do Congresso.
Ribalta
Depois de fazer um duro voto contra o relatório de inteligência do Ministério da Justiça sobre grupos antifascistas, a ministra Cármen Lúcia pediu explicações ao Banco Central sobre a nota de R$ 200. Na Corte, a impressão é de que, depois de um período de submersão, a ministra voltou à arena, disposta a enfrentar o governo.
Liberdade
O Conselho Nacional de Justiça enviou um ofício para tribunais do País pedindo providências em relação à situação de mulheres gestantes que estão presas. No documento, o órgão sugere que penas alternativas sejam utilizadas no lugar de regime fechado, dizendo não haver dúvidas de que grávidas fazem parte do grupo de risco do coronavírus.
Monitor
No ofício, o CNJ solicitou dados sobre o número de processos do tipo analisados em cada estado e quantos deles foram atendidos.
Gargalo
O ministro André Mendonça (Justiça) pediu urgência na elaboração de dois cursos de capacitação para investigação de feminicídio. O ministério diz que vai enviar proposta para que as academias de formação tenham o tema entre as disciplinas.
Muy...
A pré-campanha de Guilherme Boulos e Luiza Erundina (Psol) formalizou o apoio de nomes historicamente próximos ao PT em um conselho formado por escritores, sociólogos, economistas e lideranças populares que irá discutir as diretrizes políticas da chapa a serem apresentadas na eleição para a Prefeitura de São Paulo.
...amigos
Embora o PT tenha escolhido Jilmar Tatto como seu pré-candidato, os até então apoiadores do partido como o economista Luiz Gonzaga Belluzo, o escritor Fernando Morais – os dois amigos pessoais de Lula –, e Frei Betto, que foi assessor especial no governo do ex-presidente, integram o grupo batizado de Conselho Cidadão.
Tiroteio
“Os milicos querem ganhar um satélite para brincar. Eis o que significa um governo militar – mas não só”
De Cláudio Couto, cientista político e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), sobre investimento de R$ 145 milhões da Defesa em compra de satélite.
SUGERIMOS PARA VOCÊ:
Painel,por Folha de São Paulo