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Colunista

Folha de São Paulo

Gasolina

| 24/08/2021, 10:27 10:27 h | Atualizado em 24/08/2021, 10:30

Ex-chefe da Polícia Federal do Amazonas e autor de notícia-crime contra o ex-ministro Ricardo Salles, Alexandre Saraiva classifica como “tenebroso” o momento da PF e diz que há uma sanha por parte da direção para calar policiais.

A pedido de Paulo Maiurino, diretor-geral, o órgão abriu procedimento disciplinar para apurar a ida do delegado ao programa Roda Viva, da TV Cultura. O policial afirma em documento que governo e PF “mantiveram-se inertes” diante de ataques ao trabalho contra madeiras ilegais.

Revide
O delegado apresentou ontem sua defesa, à qual o Painel teve acesso. Ele foi trocado do Amazonas por decisão de Maiurino um dia depois de enviar ao STF uma notícia-crime contra o então ministro do Meio Ambiente. O diretor-geral justificou que a decisão estava tomada antes do documento.

Censura
O delegado se diz perseguido pela cúpula e se defende mencionando decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhece o direito de manifestação por parte de servidores.

Relato
A decisão do STF não poderia ter chegado em melhor hora, ante a sanha para calar policiais que, no cumprimento do seu dever funcional, atingem os grandes criminosos. Vários destes têm sido atingidos por sucessivas “coincidências”, pelas quais perdem cargos e deixam de ser promovidos (coincidentemente todos que tinham relação com as investigações contra Salles)”, escreve.

Outro lado
Procurada, a Polícia Federal afirmou que não vai comentar.

Alerta
O Ministério Público do Distrito Federal questionou o comando da Polícia Militar de Brasília para saber se o serviço de inteligência da corporação tem monitorado possíveis atos de indisciplina e contra o regime democráticos praticados por policiais da ativa e da reserva.

Amarelo
O pedido de informações foi encaminhado pelo promotor Flávio Milhomem após lideranças policiais de São Paulo convocarem nos últimos dias a tropa para as manifestações marcadas para o dia 7 de setembro.

Cardápio
O promotor também pede ao comando da PM na capital federal que explique quais medidas serão adotadas para garantir a segurança na Praça dos Três Poderes durante a manifestação. Jair Bolsonaro avisou que vai aos protestos, ou em Brasília ou na capital paulista.

Tranca
O mandato coletivo da chamada “Mandata Ativista”, em São Paulo, se transformou em crise desde o afastamento da deputada estadual Mônica Seixas (Psol), que pediu licença por 120 dias para tratar da sua saúde mental. O imbróglio envolveu até troca de fechadura do gabinete.

Rumo
Mônica é a titular do mandato, eleito em 2018, formado atualmente por sete codeputados e codeputadas. Como não há regulamentação das candidaturas em grupo, um dos membros precisa ser escolhido como o titular. Com a licença dela, quem assumiu o gabinete foi o suplente, Raul Marcelo, do Psol.

Perfil
A chegada de Marcelo, que não tinha relação com a Mandata, mudou o funcionamento do gabinete. Ele manteve codeputados como assessores, mas exonerou parte da equipe. O principal alvo das críticas é o diretório estadual do Psol, que não estaria cumprindo o compromisso do mandato coletivo.

Apagão
O presidente do STF, Luiz Fux, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), devem se reunir nesta semana, em meio ao avanço do que políticos estão chamando de “tudo ou nada” de Jair Bolsonaro.

Riscado
Em meio à crise causada pela prisão de Raphael Montenegro, Cláudio Castro (PL-RJ) teve que fazer duas nomeações para substituí-lo na secretaria de presídios. Depois de cancelar a primeira, de um investigado pela Polícia Federal, agora o governador escolheu outro que também aparece na delação de Sérgio Cabral.

Lista
Fernando Veloso, ex-chefe da Polícia Civil, foi citado por supostamente ter interferido para arquivar um inquérito, atendendo a pedido do ex-governador. Procurado, ele diz que desconhece os fatos e que nunca interveio em investigações. Sobre Cabral, afirma não ter mantido conversa com sobre o tema e que nunca deu abertura para pedir tais favores.

Tiroteio
“Bolsonaro nunca deixou de ser o capitão expulso do Exército por insuflar um motim, quer fazer o mesmo na Polícia Militar”
De Rubinho Nunes (PSL), vereador de São Paulo, sobre lideranças da PM convocarem a tropa para apoiar Bolsonaro nos atos de 7 de setembro.

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