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| 01/03/2021, 09:00 09:00 h | Atualizado em 01/03/2021, 09:03

A perda bilionária e o vexame causado pela intervenção de Jair Bolsonaro no comando da Petrobras aumentou o debate entre auxiliares do presidente sobre a imagem dos militares.

Para uma ala do governo, o episódio indica desgaste reputacional após diversas derrapadas, em especial, de Eduardo Pazuello (Saúde).

Em outros tempos, argumentam, o anúncio de um renomado general como Joaquim Silva e Lina poderia ter efeito positivo. No atual cenário, virou motivo de desconfiança.

Visões
A tese do abalo de imagem divide dois dos generais que deixaram o governo. O ex-ministro Santos Cruz, demitido em seis meses, afirma que o objetivo de Bolsonaro com a nomeação de muitos militares era transferir o prestígio que possuem para seu governo, mas com os seguidos erros o efeito foi contrário e as Forças Armadas pagam o preço.

Vidro
“Elas (Forças Armadas) se desgastam, porque têm essa percepção de que estão associadas ao governo”, diz.

Taoquei
Exonerado do cargo de secretário de Esporte por não aceitar a nomeação de um padrinho de Flávio Bolsonaro, o general Décio Brasil, por sua vez, rejeita a tese. Ele diz que não há prejuízo na imagem e que o Presidente está fazendo um belíssimo trabalho.

Alvo
Além de Fábio Wajngarten, a Polícia Federal mirou três empresas de publicidade contratadas pelo governo federal na investigação sobre o financiamento e realização de atos antidemocráticos.

Sirene
A PF enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, solicitação de busca e apreensão contra a PPR, a Artplan e a Calia Y2. A PGR se manifestou contra a ação, que acabou não correndo, sugerindo que medidas menos invasivas poderiam ser tomadas.

Pistas
Com as buscas, a PF queria avançar na apuração sobre o repasse de valores da publicidade do governo federal para sites bolsonaristas.

Fui eu
Depois de a coluna publicar que o embaixador da China foi o primeiro a enviar uma carta parabenizando Katia Abreu (PP-TO) pela eleição na Comissão de Relações Exteriores, a embaixada dos EUA reivindicou o título. Disse que Todd Chapman foi o primeiro a felicitar a parlamentar. Pelo Twitter.

Virtual
Chapman publicou na rede social no mesmo dia em que a senadora foi eleita.

Ajuda
Representantes do Ministério da Saúde indicaram a gestores estaduais que até veriam necessidade de uma medida restritiva única para todo o país para frear o avanço da Covid-19 no pior momento da pandemia. Auxiliares de Eduardo Pazuello (Saúde), no entanto, já disseram que será impossível qualquer ação. Bolsonaro não deixa.

Fogo
Governadores citam uma combinação bombástica no cenário atual: 21 estados com mais de 70% de leitos ocupados, pacientes passando mais tempo internado do que no ano passado (o que faz a ocupação demorar a esvaziar), transmissibilidade maior, medicamentos sendo demandados ao mesmo tempo e mão de obra exausta.

Falta
Sobre remédios, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), enviou ofício ao Ministério da Saúde pedindo para que o estoque seja examinado para eventuais providências. Ele afirma que alguns laboratórios estão relatando uma demanda acima da capacidade por causa da ocupação generalizada de leitos.

Narrativa
Ignorando omissões e erros na condução da pandemia, Bolsonaro e ministros tentam jogar a culpa em governadores. O Presidente postou nas redes valores supostamente transferidos a estados, querendo dizer que a falta de leitos no país é de responsabilidade de quem recebeu os recursos.

Pega na...
A Academia MBL, plataforma lançada pelo movimento para formar novas lideranças, terá um curso chamado “Fundamentos da Mística e Redes Sociais”, ministrada por Pedro D'Eyrot, ex-vocalista do grupo Bonde do Rolê e um dos fundadores do MBL.

...Mentira
Uma das aulas tratará do processo de criação de fake news. “Quanto mais a gente entender como é feita uma Fake News, mais nos tornamos capazes de reconhece-las e a nos protegermos delas”, diz D'Eyrot no curso.


Tiroteio
“É calúnia, fake news e irresponsabilidade de forma permanente. Eles vão pagando as coisas com liminar na Justiça.” De Rui Costa (PT), governador da Bahia, sobre dados divulgados por Bolsonaro e ministros sobre repasses bilionários a estados.

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