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Folha de São Paulo

Em dois tempos

| 09/02/2020, 14:16 14:16 h | Atualizado em 09/02/2020, 14:18

Os dados da última semana revelaram que a economia real, distante da euforia do mercado financeiro, estava mais fraca no fim do ano do que se previa, analisam economistas. A indústria fechou 2019 no negativo, com a produção no mesmo nível de 15 anos atrás.

Bancos levantaram o alerta de “viés de baixa” e alguns refazem cálculos, indicando um início de 2020 mais lento. Ainda há expectativa de que a atividade ganhe ritmo, mas os receios com o coronavírus aumentaram.

Outro lado
No governo, a avaliação é outra. Em conversa com parlamentares, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse na última semana que, ainda que a indústria esteja mais fraca, o comércio, os serviços e a construção civil vão melhor e os juros mais baixos tendem a ajudar.

O que vem...
Na pasta de Paulo Guedes, a Secretaria de Política Econômica estuda possíveis efeitos do coronavírus, mas quer observar melhor. O mais recente registro na literatura técnica, diz o subsecretário Vladimir Telles, foi o impacto negativo de 0,05% em países como o Brasil no surto da SARS, em 2003.

...por aí
A variável chave, segundo Telles, que está definindo o crescimento e seu ritmo é a dívida pública, que recuou com a queda dos juros. “Quanto mais a dívida cair, mais o crescimento vai disparar”.

“Matemágica”
Ainda sem conseguir quitar o 13º de boa parte dos servidores de Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) enviou na última quarta proposta à Assembleia Legislativa para aumentar o salário de policiais militares e civis, bombeiros e agentes penitenciários, inclusive os aposentados, em 42% até o fim de seu mandato, em 2022.

Também quero
A primeira parcela do reajuste, prevista para julho deste ano, é de 13%, quase três vezes a inflação oficial, de 4,19% ao ano. A bondade transbordou as fronteiras de Minas. Governadores de outros estados afirmam que já receberam pedidos de comandantes policiais querendo tratamento equivalente.

Na linha
Depois da Saúde, mais dois ministérios regulamentaram a concessão de passagens e diárias a seus servidores na última semana. Na quarta, a Defesa definiu que somente o alto oficialato pode conceder pagamento de diária aos fins de semana, por exemplo. Na Educação, a portaria saiu na sexta.

É meu I
Uma fisioterapeuta do Rio entrou na Justiça contra o Comitê Olímpico Brasileiro com uma acusação de plágio na abertura da Olimpíada de 2016. Ela cobra R$ 3 milhões da entidade.

É meu II
A autora da ação diz que a apresentação foi baseada em projeto que ela enviou a um diretor do órgão. O processo corre nos tribunais do Rio desde agosto de 2019. O cineasta Fernando Meirelles foi o diretor criativo do evento – ele não é citado no processo.

Alvo I
O jornalista Glenn Greenwald, denunciado pelo Ministério Público no caso dos hackers de autoridades, afirma que desde que foi acusado tem sofrido mais ataques e ameaças virtuais.

Alvo II
“Não só a máquina de fake news de Bolsonaro me acusa, mas também um aparato do Estado”, disse ele ao Painel. “Colocaram a palavra 'criminal', acusado na minha testa”. Na última quinta-feira, a Justiça adiou a decisão sobre torná-lo réu da ação penal.

Round
Decisão do juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara do Distrito Federal, na última quarta, pregou mais um prego no caixão da afamada caixa-preta do BNDES. O magistrado manteve decisão de não aceitar a denúncia contra o corpo técnico do banco, alegando “ausência da demonstração de dolo”.

Sessão da tarde I
O Palácio da Alvorada exibiu no ano passado dois filmes durante as visitas do público: “Frozen, Uma Aventura Congelante”, “Dragões: A Origem das Corridas de Dragão”, ambos para o público infantil.

Sessão da tarde II
Sem brasileiros na programação regular, a exceção foi o documentário “Expedição 21”, durante a entrega de uma carta do presidente da Federação Down, Antonio Carlos Sestaro, para Michelle Bolsonaro. Na carta, Sestaro cita uma frase do educador Paulo Freire, que já foi chamado de “energúmeno” por Jair Bolsonaro.

Tiroteio
“Não merecemos um ministro que ofende os trabalhadores, como se estivesse chamando as pessoas para uma briga de rua”
De Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público, sobre Guedes chamá-los de “parasitas”.

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