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Folha de São Paulo

Discurso x realidade

| 18/06/2022, 10:03 10:03 h | Atualizado em 18/06/2022, 10:04

Em entrevista à GloboNews, o deputado falou em dobrar a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) da estatal e usar o dinheiro para compensar o aumento do diesel
Em entrevista à GloboNews, o deputado falou em dobrar a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) da estatal e usar o dinheiro para compensar o aumento do diesel |  Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
 

A proposta do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de taxar o lucro extra da Petrobras, se efetivada, só deve surtir efeito após as eleições. Em entrevista à GloboNews, o deputado falou em dobrar a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) da estatal e usar o dinheiro para compensar o aumento do diesel. 

A Constituição, contudo, prevê prazo de 90 dias para o início da arrecadação. Mesmo que aprove a medida neste mês, os recursos só começariam a entrar nos cofres do governo em novembro.

Entraves 

A noventena, como é chamada, não poderia ser alterada nem por uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), por ser cláusula pétrea. 

Os benefícios eleitorais com a medida, portanto, não seriam sentidos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.

Alerta 

Ex-conselheiros da Petrobras afirmam que a abertura de uma CPI para investigar a diretoria da estatal geraria insegurança, afugentaria investidores externos e poderia, inclusive, contribuir para paralisar a venda de refinarias.

Culatra 

Para um ex-integrante da cúpula da companhia, a pressão de Bolsonaro pela abertura da CPI poderia ser lida como afronta à Lei das Estatais, por, potencialmente, direcionar ações lá dentro. Seria uma intervenção do acionista controlador, o governo.

Judicialização 

Em última instância, a direção e minoritários poderiam cobrar da União eventuais perdas. Na última sexta, as ações da petrolífera fecharam em queda de até 7%.

Empurrão 

 O projeto de lei que cria o 14º salário para aposentados do INSS contou com o apoio inicial de técnicos do Ministério da Economia porque abre caminho para acabar com isenções fiscais e redução de tributos de diversos setores.

Mudei de ideia 

A relação inclui incentivos para estaleiros navais, indústria cinematográfica, além da importação de medicamentos do Mercosul, por exemplo. 

A revogação dos benefícios é apontada como fonte de recurso para a medida. Economia agora se diz contra, por furar o teto de gastos.

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Ex-prefeita de Itapetininga (SP), Simone Marquetto (MDB) entrou na bolsa de apostas para ser vice de Rodrigo Garcia (PSDB) ao governo de São Paulo. Seu perfil é defendido por aliados: é mulher, jovem, com experiência administrativa e boa presença de vídeo, por ter sido apresentadora da afiliada local do SBT.

Poréns 

O favorito ainda é o ex-secretário de Saúde da capital Edson Aparecido (MDB). Ele agrega sua experiência no combate à pandemia e tem boa relação com prefeitos. 

Além disso, o MDB aposta na ex-prefeita para puxar votos para a Câmara dos Deputados.

Oportunidade 

Aliados de Luciano Bivar, presidente da União Brasil, articulam um encontro entre ele e o pré-candidato ao governo, Fernando Haddad (PT-SP). 

O petista já conversou por telefone com Bivar sobre uma aliança, que somaria dinheiro e tempo de TV.

Divisão 

Pessoas ligadas ao dirigente da União dizem que ele tem simpatia por Haddad e, por isso, há chances de apoio. Bivar anunciou rompimento com Garcia, mas líderes do partido devem permanecer com o governador.

Expansão 

O grupo criado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no Telegram para divulgar informações da corte e desmentir notícias falsas ultrapassou 200 mil integrantes.

Pódio 

Ele já é maior que o do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tem 113 mil, e o do vereador Carlos (Republicanos-RJ), com 102 mil. Mas ainda fica longe do grupo do Presidente, que tem 1,3 milhão de pessoas.

Azeredo de volta ao PSDB

Sem alarde, o PSDB tem trabalhado para reabilitar a vida partidária do ex-governador mineiro Eduardo Azeredo.

Condenado em três instâncias pelo chamado mensalão tucano, Azeredo ficou preso por um ano e meio entre 2018 e 2019, quando se desfiliou do partido em meio a queixas de falta de apoio da direção.

Após ter seu processo suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho passado, ele retornou ao PSDB em março deste ano.

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