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Devolva-me

| 24/07/2020, 09:01 h | Atualizado em 24/07/2020, 09:04
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Folha de São Paulo

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Sem alarde, o Banco do Brasil apresentou um agravo ao TCU (Tribunal de Contas da União) pedindo que a corte reveja a proibição imposta sobre parte da publicidade do banco na internet.

A trava foi levantada após a revelação de que um site que propaga fake news disfarçadas de notícias elogiosas a Jair Bolsonaro recebia verba estatal.

Ao TCU, o banco argumenta que está tendo prejuízo com a proibição e quer que o caso seja levado à análise do plenário.

Bloqueio
O BB estima que, com a vedação, tenha perdido mais da metade dos cerca de 100 milhões de acessos que tinha por mês. Isso porque o TCU proibiu a veiculação de publicidade em sites com menos de dez anos –exceto vinculados à mídia de radiodifusão. A corte definiu o parâmetro para limpar suspeitos de produção de fake news.

Sarrafo
Já o banco considera a linha de corte excessiva e alega que cerca de um terço das contratações de cartões de crédito e de contas digitais vinha de sites hoje vedados pelo TCU.
Na corte, o pedido de revisão do BB foi visto como uma piada. O banco estatal estaria admitindo que irriga sites de conduta duvidosa.

Calmaria
O ministro Bruno Dantas, relator do caso, tinha dado sinais de paz ao Planalto com a chegada de Fábio Faria.
Havia um diálogo em andamento para solucionar o imbróglio. Fracassou, por ora.

Sem crime
O Ministério Público Federal arquivou representação contra Fabio Wajngarten (ex-Secom, agora secretário executivo das Comunicações), por postagem nas redes do governo sobre cloroquina. O Psol, autor do procedimento, entrou com recurso.


Na mesa
Presidente da comissão mista da reforma tributária, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) diz aceitar debater a recriação da CPMF, como deseja Paulo Guedes (Economia), desde que a contribuição incida apenas sobre as contas de pessoas jurídicas.

Elástico
“Se vai desonerar as empresas de um lado, você cobra mais das empresas de outro”, disse o parlamentar. A equipe econômica quer que o imposto substitua a tributação sobre os salários, o que alcança cerca de R$ 260 bilhões por ano.

Agenda
O senador estima que o relatório do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) possa ser votado na primeira semana de outubro.

De novo
Vídeo que circula nas redes sociais mostra mais um episódio de violência protagonizado pela PM de SP. Nele, um rapaz é enforcado pelas costas por um policial e arrastado para fora de uma casa. Nos últimos meses, cerca de uma dezena de casos de violência policial foram filmados e divulgados pela população.

Veja bem
Segundo a Secretaria de Segurança Pública da gestão João Doria (PSDB), o episódio ocorreu na segunda, em João Ramalho (505 km da capital). O rapaz estaria trafegando com uma moto sem placa e, ao ser abordado pelos PMs, teria fugido.

Tic-tac
Organizações do movimento negro e entidades de direitos humanos aguardam há quase um mês resposta do governador de São Paulo para serem recebidos para uma audiência para discutir a questão da violência policial.

Impedimento
A Justiça Federal no Amazonas determinou o sequestro de imóveis do deputado federal Delegado Pablo (PSL), que é acusado de corrupção passiva, crime contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. Ele foi eleito em 2018 na onda de apoio a Jair Bolsonaro.

Acusações
Delegado licenciado da Polícia Federal, o deputado é suspeito de ter utilizado seu cargo na polícia para praticar ilícitos. Segundo a apuração, o parlamentar teria se aproveitado de informações obtidas em investigações para viabilizar o agenciamento de venda de uma empresa para sua mãe. Os eventos transcorreram entre 2011 e 2012.

Exclusão
A Justiça do DF determinou que o Twitter exclua mensagens ofensivas direcionadas a Pedro Wollny, chefe de gabinete de Ernesto Araújo (Itamaraty). Publicadas pelo perfil “Abu V”, que desde então foi apagado, as mensagens continham supostos ataques à honra de Wollny e, em alguns casos, segundo a Justiça, possível caráter ilícito (civil e criminal).

Tiroteio
“Os do contra são os que ganham dinheiro com dinheiro. Quem ganha com trabalho, é a favor”
De Afif Domingos, assessor do Ministério da Economia, sobre uma nova contribuição sobre transações financeiras, nos moldes da extinta CPMF

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