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Folha de São Paulo

Desorientados

| 12/08/2021, 09:17 09:17 h | Atualizado em 12/08/2021, 09:20

A votação da PEC do voto impresso na Câmara dos Deputados na terça-feira mostrou dificuldade das siglas da chamada terceira via em organizar apoio unificado entre os seus próprios membros e também a existência de afinidades com o bolsonarismo de seus parlamentares.

PSDB, DEM, PSD e MDB orientaram voto contrário. No entanto, a maior parte de seus deputados foram favoráveis à proposta que tem atualmente o presidente Jair Bolsonaro como principal defensor.

Números
No PSDB, 14 votaram a favor, 12 foram contra e 6 se abstiveram ou se ausentaram. No DEM, 13 votaram em defesa do voto impresso, 8 foram contra e 7 se ausentaram. No PSD, 20 foram a favor, 11 foram contra e 4 se ausentaram. No MDB, 15 apoiaram a PEC, 10 se opuseram e 8 se ausentaram.

Líderes
Os presidentes desses quatro partidos encabeçaram o movimento para que a PEC fosse, primeiro, derrubada na comissão especial sobre o tema e, posteriormente, derrotada no plenário da Câmara. São eles que hoje conversam para tentar apresentar uma alternativa às candidaturas de Lula (PT) e Bolsonaro.

Desunidos
Duas das maiores siglas de esquerda, PSB e PDT, também se dividiram na votação. Elas orientaram voto contrário, mas mesmo assim estiveram longe de um resultado uniforme.

Régua
No PSB, 17 deputados acompanharam a orientação do partido, mas 11 foram favoráveis à PEC e 3 se ausentaram. No PDT, 18 votaram contra PEC e 6 foram a favor. Em termos de comparação, o PT teve 51 votos contrários à PEC e 2 ausências.

Mais para
Única abstenção na votação, Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que não foi sim nem não porque pretende retomar o tema após 2022. O tucano diz que o PSDB se equivocou ao fechar questão contra a PEC e ele quis demarcar sua posição.

Frente
“Sou a favor do voto auditável como fui no passado, mas o Presidente inviabilizou aprovarmos qualquer avanço agora. Minha posição é uma sinalização de que pretendo trazer de volta esse tema após 2022”, disse Aécio, ao Painel.

A gente vê
“A discussão se apequenou. Meu voto significa: nem a favor agora, já que significaria dar uma vitória a ele (Bolsonaro), e nem contra, como se as urnas não pudessem evoluir”, acrescenta Aécio.

Aliança
Órgão vinculado ao Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) está auxiliando a CPI da Covid com informações relacionadas à pasta.

Acervo
O CNS tem como função o exercício do controle social do Ministério da Saúde, ou seja, fiscalizar as ações da pasta. Por ser crítico ao modo que o governo federal tem conduzido o ministério, o CNS se posicionou favoravelmente à instalação da CPI e tem municiado Renan Calheiros (MDB-AL) com documentos. O relator tem usado o material para subsidiar oitivas e pedidos de investigação.

Na roça
Sorocaba foi o articulador de reunião de sertanejos com Jair Bolsonaro em janeiro, que repercutiu pela aglomeração sem máscaras durante pico da pandemia. Diversos famosos presentes, como Naiara Azevedo e Amado Batista, foram criticados. Sorocaba reclamou do “cancelamento”.

Retorno
A reunião de ontem foi marcada para que ele apresentasse um protocolo de segurança para retomada das atividades do setor de entretenimento em São Paulo.

Tiroteio
“O senhor que está todo arrogante dizendo que é contra o distritão, está sendo umbigoide, olhando para o seu umbigo”
De Bibo Nunes (PSL-RS), deputado federal, sobre Rodrigo Pacheco (DEM-MG) afirmar que o distritão não deve passar no Senado.

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