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Folha de São Paulo

Desastre anunciado

| 08/02/2020, 13:12 13:12 h | Atualizado em 08/02/2020, 13:33

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, terá, nos próximos dias, um termômetro oficial da satisfação do Congresso com a sua gestão. No dia 16, caduca a medida provisória 895, que criou a carteirinha de estudante digital, medida adotada pelo governo com assumido tom de retaliação às entidades estudantis. Como parlamentares só realizam votações importantes nas terças e quartas, seria preciso, nesses dois dias, quase um milagre para tirar a MP da estaca zero.

Humores
A MP entra na sua hora derradeira duas semanas após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reprovar a gestão do ministro. Caso perca a validade, a MP não pode ser reeditada antes de 2021, e deixam de ter amparo legal as 258 mil carteirinhas digitais emitidas até agora, segundo site do governo criado para isso.

Custos
“Isso causou um grande prejuízo aos cofres públicos, mais de 200 mil carteiras foram emitidas por um sistema criado para esse fim, além do dinheiro gasto na propaganda”, diz o deputado Orlando Silva (PC do B-SP), que presidiu a União Nacional dos Estudantes (UNE) nos anos 1990.

RH I
Um dos argumentados utilizados pela equipe econômica para justificar a necessidade de uma reforma administrativa é o de que, se nada for feito, o País gastará R$ 1,2 trilhão nos próximos dez anos com a folha de pagamento.

RH II
Até a fala de Paulo Guedes (Economia) nessa sexta-feira, em que ele comparou servidores a “parasitas”, o governo trabalhava com o cronograma de apresentar o texto da reforma ao Congresso na quarta. A minuta já foi encaminhada para análise jurídica de auxiliares de Bolsonaro, no Planalto.

Abre-alas
Os EUA enviaram uma equipe técnica para inspecionar frigoríficos brasileiros. A etapa é passo obrigatório para os americanos decidirem se liberam ou não a compra de carne bovina in natura do Brasil. O veto é alvo de críticas, de que o alinhamento de Bolsonaro a Donald Trump não gera resultados.

Em série
A derrota com a homologação da delação de Sérgio Cabral não foi a primeira do Ministro Público recentemente. A procuradoria foi contra o pedido de afastamento do cargo de Wilson Santiago (PTB-PB). A decisão do ministro Celso de Mello, derrubada na Câmara, foi com base em pedido da Polícia Federal.

Férias
Mesmo durante o recesso, a Câmara registrou ao menos R$ 38 mil em gastos com missões oficiais de deputados no mês de janeiro de 2020. No site da transparência da Casa, o único viajante foi Daniel Coelho (Cidadania-PE), que foi para Genebra (Suíça) por sete dias, para um encontro de direitos humanos da ONU.

Cara a cara I
Acusado pelo presidente Jair Bolsonaro de ser peça de manobra de governos estrangeiros, o cacique Raoni desembarcará em Brasília no próximo dia 19, junto com outros representantes da causa indigenista e ambiental para um protesto.

Cara a cara II
O grupo vai entregar manifesto a Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) contra as políticas do governo. O documento foi produzido em encontro inédito, que reuniu 600 líderes indígenas de 45 etnias no Xingu (MT), em janeiro.

Vida que segue
Sob o comando de Fabio Wajngarten, a Secretaria de Comunicação do governo vai apresentar, em audiência pública, um edital de R$ 270 milhões para a contratação de agências de publicidade. O chefe da pasta é investigado pela Polícia Federal por suspeita de corrupção, peculato e advocacia administrativa.

Nada a declarar
A defesa do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) rejeitou na Justiça a possibilidade de uma delação premiada, após sugestão feita pelo Ministério Público. Advogados afirmaram que não há o que ser revelado. Ele é acusado de ter recebido R$ 20 milhões de propina entre 2004 e 2012.

Estancar a sangria
Seguindo a tendência adotada por partidos com integrantes envolvidos em escândalos de corrupção, o MDB usará a próxima reunião de sua executiva nacional para apresentar um plano de compliance. A intenção é subsidiar candidatos a prefeito e vereador do partido.


Tiroteio
"Ele está aproveitando um ato só para colocar todos os sonhos dele em andamento. Para nós, é uma ameaça à vida.” Da deputada Joenia Wapichana (Rede-RR), sobre Jair Bolsonaro ter enviado projeto de lei que autoriza mineração em áreas indígenas.

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