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PAINEL

De que lado

| 25/04/2020, 10:33 h | Atualizado em 25/04/2020, 11:46
Painel

Folha de São Paulo

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Apesar do momento sensível para Jair Bolsonaro, com a provável erosão de sua base de apoiadores, líderes partidários acreditam ser remota ainda a chance de um impeachment. A esquerda representada pelo PT não baterá no Presidente por Sergio Moro, já que o ex-juiz é o algoz de Lula. O centrão, que tem membros investigados pela Lava a Jato, muito menos. Com isso, a fatia do parlamento que poderia aderir a um processo contra o Presidente não é hoje numerosa.

Contando

Apesar dos pedidos de impeachment de membros importantes do PT, como o governador Wellington Dias (PI), o partido não entregou, até a noite de ontem, pedido de afastamento de Bolsonaro do cargo. Na esquerda, PSB, PDT e Rede eram os únicos que haviam se manifestado nessa direção.

Ocasião

O alvo em Moro tem também a estratégia de desconstruir o ex-juiz, a partir do diagnóstico de que ele sai maior do governo do que entrou. Nesse esforço, PT e bolsonaristas deverão agir, ironicamente, juntos, ao menos por agora.

Voz das ruas

O que pode fazer mudar o cenário é se houver de fato comoção da população em relação à saída de Moro do governo. Panelaços ocorreram em pelo menos três capitais ontem. As próximas pesquisas vão ser determinantes para o futuro de Bolsonaro.

Termômetro

Nas redes sociais do Presidente, especialmente no Instagram, muitos seguidores já reclamavam do episódio com o ministro na noite de quinta, quando a Folha já havia publicado a possível demissão do ex-juiz.

Meu bolso

Ainda assim, a maioria dos comentários contra Bolsonaro era de reclamações sobre o não recebimento dos R$ 600 do auxílio emergencial prometido pelo governo por causa da crise da pandemia do coronavírus.

Eu, robô I

Avaliação nas redes sociais ontem, feita pela Diretoria de Análises de Políticas Públicas da FGV mostra que robôs ajudaram na disseminação da versão bolsonarista para a crise com Moro.

Eu, robô II

Contas automatizadas replicavam, no início da tarde, a mesma argumentação que o Presidente usaria em seu pronunciamento, horas depois, com críticas a Moro e Maurício Valeixo no caso da facada que ele sofreu durante a campanha de 2018.

Herói

Um dos maiores apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, o empresário Luciano Hang, das lojas Havan, descreve a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça como decepcionante. Ele classifica ontem como o dia em que seu “herói” deixou o governo federal. “É um dia pesado, muito, muito, muito ruim”, disse ao Painel.

É ou não é?

Perguntado se continua bolsonarista, Hang não confirmou nem negou. “Desde o princípio, sou brasileiro como ativista político. Não tenho partido, nem político de estimação. Continuo defendendo as pautas brasileiras”, disse.

Juntos

Secretários do Ministério da Justiça também entregaram os cargos em solidariedade a Sergio Moro. Vladimir Passos de Freitas, secretário de Justiça, e Luciano Timm, secretário do Consumidor, não continuarão na pasta. Diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional, Fabiano Bordignon também sairá.

Autonomia

Ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff (PT), o advogado José Eduardo Cardozo disse ter se surpreendido com o elogio que Moro fez à sua gestão à frente da pasta ao deixar o governo Bolsonaro. Moro disse que o governo anterior tinha inúmeros defeitos, mas manteve a autonomia da Polícia Federal.

Vivo

“Ainda bem que Deus me permitiu viver para ver isso”, afirma Cardozo. “Os esquerdistas cobravam que eu interferisse nas investigações da PF e os direitistas me acusavam de aparelhar com objetivos políticos. Nunca permiti que nada do tipo acontecesse”, completa.

Fim

O deputado Capitão Augusto (PL-SP), egresso da Polícia Militar, descreve a saída de Moro como “o começo do fim” do governo. “Moro é popular, está na galeria dos heróis contemporâneos, que nem Bolsonaro, nem Paulo Guedes fazem parte”, diz o líder da bancada da bala.

Tiroteio

“Gastamos energia com a irracionalidade do governo, que deveria ajudar na pandemia, mas só prioriza interesses políticos.” Do governador Paulo Câmara (PSB-PE), sobre a crise aberta por Bolsonaro com a demissão de Sergio Moro (Justiça).

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