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Painel da Folha de São Paulo

Corrente

| 29/05/2020, 07:30 07:30 h | Atualizado em 29/05/2020, 07:34

A disseminação reiterada de informações falsas, muitas delas com ataques a autoridades, e as ameaças do presidente da República de desdenhar de ordens judiciais fizeram ministros do Supremo se unir nas últimas semanas.

A dita preocupação com a situação do País levou a maioria a manifestar apoio ao inquérito de fake news, de Alexandre de Moraes. A investigação era considerada polêmica na época da sua abertura, mas agora é tida como necessária.

Tamo junto
Os ministros têm conversado por meio de videoconferência durante a pandemia. Pelo menos sete já demonstraram apoiar a continuação da investigação.

Complô
Em conversas reservadas, Bolsonaro sugeriu a ministros do STF que vê Moraes como participante de um movimento de conspiração contra seu governo. O Painel mostrou em abril que o Presidente citava supostos dados de inteligência para reclamar de um movimento combinado entre Rodrigo Maia (DEM-RJ), João Doria (PSDB-SP) e setores do Supremo.

Conselho
Os magistrados que estiveram com Bolsonaro têm tentando demovê-lo das elucubrações, mas ainda não tiveram êxito.

Uni-vos
Centrais sindicais e o governador João Doria (PSDB-SP) transformaram a reunião de ontem para discutir a reabertura da economia paulista em um ato político. Os presentes fizeram discursos em defesa da democracia, em crítica indireta a Jair Bolsonaro.

Reação
“Vamos à luta, São Paulo vai defender a democracia até com medidas judiciais, se for necessário”, disse o governador, rival do Presidente. Segundo relatos, o tucano lembrou que seu pai foi perseguido pela ditadura e que ele e família viveram no exílio.

Tempos estranhos
Primeiro a discursar entre os sindicalistas, Ricardo Patah (UGT) falou sobre a preocupação com o que chamou de “período conturbado, com valores republicanos em risco”.

Fluxo
No período de 21 a 27 de maio, 17 perfis alvos de investigação pela Polícia Federal na operação de quarta-feira, autorizada pelo STF, foram responsáveis por 5% das interações da base alinhada à direita no Twitter, segundo levantamento feito pela Diretoria de Análises de Políticas Públicas (DAPP), da FGV, a pedido do Painel.

Vidência
Em um documento enviado ao Ministério da Economia, o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) afirmou que rebeliões em presídios são questão de tempo por causa da pandemia. O órgão fala em compras de armamento não letal, como granadas, munições e sprays, no valor de R$ 20 milhões para contenção de revoltas.

Confusão
No ofício, o diretor de políticas penitenciárias vinculado ao Ministério da Justiça, Sandro Abel Sousa Barradas, disse que a compra se justifica para evitar tumultos e motins nas penitenciárias, por causa do aumento “de tensão em ambiente que já é carregado e estressante”.

Tic tac
“Em todos os estados houve restrição de visitas (durante a pandemia), o que certamente eleva a temperatura, e rebeliões são uma questão de tempo e do desenrolar da pandemia instalada”, afirmou.

Censura
O pastor Josué Valandro, da Igreja Batista Atitude, frequentada pela primeira-dama Michelle Bolsonaro, publicou imagem nas redes sociais em que acusou o Supremo Tribunal Federal de perseguição àqueles que criticam os ministros da Corte.

Súplica
“O que você achou da perseguição do STF a youtubers, comediantes e empresários que o criticam? Dê sua opinião respeitosa”, escreveu Valandro em uma postagem no Instagram. A mensagem foi publicada abaixo de imagem que mostra uma mistura de máscara de proteção e uma mão sobre a boca de um homem, sugerindo censura.

Campanha
Empresários do Paraná estão distribuindo outdoors e folders em apoio ao ex-ministro Sergio Moro e ao STF, no combate às fake news. O presidente da Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas) do estado, Fabio Aguayo, diz que a intenção é apoiar o combate a mensagens odiosas nas redes sociais, inclusive contra estabelecimentos comerciais.

Tiroteio
“O Centrão acredita que se reelegerá com cargos. Mas os mortos só crescem, e logo verão que apoiar o governo é suicídio eleitoral”

De Luiz Carlos Bresser-Pereira, economista e ex-ministro (Fazenda, Administração), sobre aproximação entre governo e parlamentares.

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